Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citados pela Agência Brasil, o número desses incidentes era de apenas 15 em 2022.
A violência política contra as mulheres engloba intimidação, ataques à reputação, ameaças, agressão física e outras práticas destinadas a dificultar sua participação na vida pública.
Em resposta a essa questão, a legislação do país sul-americano prevê proteções para candidatas, mulheres eleitas e aquelas que participam de atividades políticas.
Desde 2018, o Ministério Público Federal (MPF) registrou um total de 436 denúncias relacionadas a esses incidentes; dessas, 221 envolveram ofensas morais, enquanto 177 — representando pouco mais de 40% — envolveram violência psicológica.
Esses números foram apresentados durante o lançamento de uma campanha conjunta do TSE e do MPF intitulada “Política é Substantivo Feminino”, destinada a conscientizar sobre o problema e promover ações de combate a ele.
Durante a apresentação, a juíza do TSE Estela Aranha alertou que essas práticas afetam mulheres envolvidas na política e podem desencorajar outras a ingressar na área.
Uma pesquisa do Instituto Marielle Franco, abrangendo 77 casos registrados entre 2021 e 2025, constatou que 87% das vítimas eram mulheres negras.
Além disso, revelou-se que mulheres chefiam apenas 16% das administrações municipais e que mais de 700 municípios não possuem mulheres em cargos eletivos.
Segundo a promotora eleitoral Raquel Branquinho, o Brasil possui legislação alinhada aos padrões internacionais de representação feminina, mas o principal desafio continua sendo o combate à violência contra mulheres envolvidas na política.
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