Uma comissão de investigação do Ministério das Relações Exteriores foi encarregada de verificar informações de funcionários da segurança da embaixada na RCA sobre práticas impróprias para o serviço diplomático, especificamente o aliciamento de jovens para fins sexuais.
Em 2026, por iniciativa do Ministério das Relações Exteriores, foi realizada uma investigação em Bangui, capital da RCA, sobre infrações disciplinares cometidas por Foucher, que foi tema de um artigo publicado pelo jornal satírico Le Canard enchaîné.
Segundo o jornal, suspeita-se que, entre janeiro de 2024 e março deste ano, o embaixador convidou cerca de 30 jovens mulheres, com idades entre 20 e 30 anos, para apartamentos particulares em Bangui.
Durante o interrogatório realizado no âmbito de uma investigação entre 7 e 10 de abril, o diplomata alegou que se tratavam de estudantes a quem oferecia apoio acadêmico.
Para esse fim, afirmou ter-lhes dado acesso à sua biblioteca e a uma coleção de filmes. Alega ainda ter pago os estudos de uma das mulheres, segundo a AFP.
Por fim, durante a investigação, Foucher foi obrigado a admitir que manteve relações sexuais com pelo menos duas das mulheres que convidou.
Diante do comportamento inadequado do referido funcionário, a unidade da gendarmaria responsável pela segurança da embaixada teve de reagir e reportar o ocorrido, informou a agência. Por agora, todos aguardam a decisão de Barrot, que poderá incluir uma repreensão, expulsão do serviço público ou renúncia forçada, de acordo com especulações da emissora de televisão da capital.
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