De acordo com um comunicado à imprensa, o encontro incluiu diversos painéis, um deles sobre a América Latina, no qual participou Gerry Condon — ex-presidente da organização e atual membro de seu conselho diretor. Ele falou sobre as inúmeras delegações de solidariedade organizadas para visitar a Nicarágua. Daniel Kovalik, autor do livro *A Conspiração para Derrubar a Venezuela*, analisou o histórico das sanções americanas, as tentativas de mudança de regime e os golpes de Estado promovidos pelo governo dos EUA contra o falecido líder bolivariano Hugo Chávez, bem como o recente sequestro do presidente constitucional, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.
Por sua vez, Mark Friedman, ativista do comitê Hands Off Cuba, abordou a crescente hostilidade do governo Donald Trump em relação a Cuba e as ameaças de agressão militar contra a ilha.
Friedman fez um apelo à solidariedade ativa, incluindo a campanha Global Health Partners para fornecer medicamentos à nação caribenha sitiada, e também condenou as tentativas de Washington de criminalizar aqueles que participam do nobre trabalho de solidariedade.
Em um comunicado, a organização Veteranos pela Paz condenou o recente relatório do Secretário de Estado Marco Rubio, no qual ele acusa Cuba de interferir nos assuntos internos dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos travam uma guerra econômica contra Cuba há mais de seis décadas, com um bloqueio que impede relações normais com os EUA e outros países, dificulta o desenvolvimento da ilha e nega-lhe progresso econômico, bem como o acesso a medicamentos e outros produtos essenciais, enfatizou a declaração.
A declaração também rejeitou “o súbito retorno do governo Trump ao ‘anticomunismo’ como meio de minar a credibilidade de seus oponentes políticos… Se esta é uma tentativa de intimidar aqueles que se organizam por um mundo justo e pacífico, não funcionará”, afirmou.
A organização Veteranos pela Paz reiterou no evento sua “solidariedade com Cuba e com todos aqueles que lutam pelos direitos humanos e pela democracia nos Estados Unidos”.
Um dos destaques da convenção foi a participação de uma grande delegação vietnamita, chefiada pelo Dr. Nguyen Hong Son, presidente da Associação Vietnamita para Vítimas do Agente Laranja/Dioxina, acrescentou o comunicado à imprensa. O Dr. Son explicou posteriormente, em entrevista, que Cuba e Vietnã compartilham uma longa história de solidariedade. “Estamos muito orgulhosos dessa história. Cuba sempre apoiou o Vietnã em momentos de necessidade. Estamos prontos para apoiar Cuba”, acrescentou, observando que seu país vota todos os anos na ONU contra o embargo dos EUA à nação caribenha.
A reunião, que também expressou apoio à luta do povo palestino e se opôs às políticas agressivas de imigração de Trump, contou com a presença de aproximadamente 200 pessoas, principalmente veteranos de combate e profissionais de enfermagem da Guerra do Vietnã.
O grupo ativista continua lutando por financiamento adequado para os hospitais da Administração de Veteranos e cobertura médica para tratar os efeitos do Agente Laranja em milhares de soldados americanos. Ao mesmo tempo, eles fazem campanha para que o governo dos EUA financie o tratamento médico para os dois milhões de vietnamitas que ainda sofrem as consequências desse herbicida e desfolhante químico altamente tóxico — associado a sérios efeitos na saúde humana e no meio ambiente — usado pelo Pentágono durante a Guerra do Vietnã.
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