O site Sepah News, vinculado a essa instituição, citou um funcionário familiarizado com as negociações, que atribuiu à interferência dos Estados Unidos e às declarações do presidente Donald Trump as dificuldades para chegar a um entendimento com Omã sobre o Estreito de Ormuz.
“Enquanto persistirem a interferência dos Estados Unidos e a ameaça de um ataque militar contra o Irã, a conclusão de um acordo será adiada. O Irã não assinará nenhum acordo sob ameaças”, afirmou a fonte.
Teerã retomou na última segunda-feira suas conversações com Mascate para estabelecer mecanismos que garantam a passagem segura dos navios por essa rota marítima estratégica.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, anunciou ontem avanços técnicos e políticos nas consultas com Omã, embora tenha esclarecido que ainda não há um acordo definitivo.
O Irã e Omã compartilham responsabilidades geográficas e jurídicas sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo, gás e mercadorias.
As negociações ocorrem em meio a fortes tensões entre Teerã e Washington, após os ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra território iraniano no último dia 28 de fevereiro.
Segundo as autoridades iranianas, essas ações causaram mais de três mil mortos, enquanto Teerã respondeu com ataques contra alvos norte-americanos e israelenses.
Washington e Teerã assinaram, em 18 de junho, um memorando de entendimento e iniciaram conversações para chegar a um acordo definitivo, mas as divergências sobre a segurança e a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz frearam o processo.
Entre 8 e 24 de julho, os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irã, que respondeu contra instalações e equipamentos militares norte-americanos em vários países árabes, de acordo com fontes iranianas.
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