O dado corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e considerado um indicador antecipado da inflação oficial do país.
Segundo o relatório, o resultado representa uma forte desaceleração em relação a junho, quando o indicador registrou 0,41%.
Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada caiu de 4,80% para 4,52%, aproximando-se do limite superior da faixa de tolerância da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.
Esse órgão tem como meta central 3% ao ano, com uma margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
A principal pressão para baixo veio do grupo de alimentos e bebidas, cujos preços recuaram 0,66% no período, após vários meses de aumentos.
Entre os produtos que mais contribuíram para a redução, destacaram-se o tomate, o ovo de galinha, o arroz e algumas frutas, favorecidos por uma maior oferta sazonal.
Enquanto isso, o grupo de habitação exerceu a maior pressão de alta sobre o índice, devido principalmente ao aumento das tarifas de energia elétrica, associado à aplicação de um regime tarifário que elevou o custo do serviço para os consumidores brasileiros.
Reportagens da imprensa lembraram que o comportamento do IPCA-15 é acompanhado de perto pelos mercados financeiros, pois antecipa a tendência da inflação oficial e constitui um dos principais parâmetros considerados pelo Banco Central em suas decisões sobre política monetária.
A divulgação do indicador ocorre uma semana antes da próxima reunião do Comitê de Política Monetária, marcada para os próximos dias 4 e 5 de agosto.
Em sua reunião anterior, a autoridade monetária reduziu a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, embora tenha reiterado que manterá cautela devido à persistência dos riscos inflacionários e à solidez da atividade econômica.
Analistas consideram que a moderação da inflação reforça a expectativa de continuidade no processo de desaceleração dos preços.
O IPCA-15 mede a variação dos preços para famílias com renda de um a 40 salários mínimos nas principais regiões metropolitanas do gigante sul-americano.
mem/dsa/bm





