A representação diplomática classificou como lamentável o falecimento do colombiano, ocorrido ontem em Biddeford, Maine, e afirmou que acompanha de perto o caso à medida que a investigação avança.
Acrescentou que, por meio de sua Seção Consular, mantém contato permanente com a família do falecido e com as autoridades americanas competentes para facilitar os trâmites necessários.
A versão do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos é que os fatos ocorreram durante uma operação de vigilância do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) dirigida contra um estrangeiro em situação irregular com uma ordem definitiva de deportação.
Alegou que, durante a operação, um estrangeiro em situação irregular apareceu em um veículo e que um agente disparou porque o ocupante do carro tentou fugir do local e os agentes temeram por suas vidas.
Da mesma forma, a cidadã norte-americana Renée Nicole Good, de 37 anos, foi morta a tiros por um agente do ICE em 7 de janeiro de 2026, em Minneapolis, Minnesota.
Nesse novo caso, o órgão acrescentou que, devido aos ferimentos, um indivíduo faleceu, sendo posteriormente identificado pela comunidade como um colombiano de 26 anos chamado Joan Sebastián Guerrero.
Um vizinho comentou à mídia norte-americana que o jovem trabalhava duro para sustentar sua esposa e uma filha de três anos.
“Só pedimos justiça para a família dele. Foi difícil ver a esposa dele sentada ali, simplesmente chorando e gritando”, declarou.
Após o incidente, a senadora republicana Susan Collins pediu uma investigação exaustiva e imparcial, em uma mensagem que publicou no X. Por sua vez, Juan Proaño, diretor executivo da League of United Latin American Citizens, alertou que esta foi “mais uma tragédia sem sentido” e afirmou que os agentes federais “nunca estiveram em perigo”, mas que foram utilizadas “as mesmas táticas, as mesmas desculpas”.
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