Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Novas medidas dos EUA reforçam a agressão a Cuba, denuncia Díaz-Canel

Havana, 14 jul (Prensa Latina) O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou que as novas medidas do governo dos Estados Unidos intensificam a agressão com o objetivo de causar ainda mais danos ao povo da nação insular, que hoje sofre os estragos do bloqueio recrudescido.

“Mais uma semana, uma nova lista de ‘sanções’ contra Cuba. É a guerra dos Estados Unidos e sua ânsia de estrangular nossa economia”, afirmou o também primeiro secretário do Partido Comunista em sua conta na rede social X.

Ele alertou ainda que a ilha caribenha enfrenta um plano de caráter genocida denunciado na ONU há menos de uma semana.

Como parte de sua política de hostilização e asfixia econômica contra a nação caribenha, o governo dos Estados Unidos ampliou, nesta segunda-feira, suas medidas restritivas a outras 10 entidades cubanas, incluindo o Ministério do Turismo.

Entre as entidades sancionadas estão também a ENETEC, S.A., a Coreydan S.A. e o Grupo Empresarial de Comércio Exterior (GECOMEX), ligadas, em alguns casos, à importação, exportação e comercialização de combustíveis e, em outros, a operações de compra e venda internacional de bens e serviços.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, também condenou o intensificar da guerra dos Estados Unidos contra o povo da ilha, suas condições de vida e seus meios de subsistência, após o anúncio de novas medidas coercitivas.

As novas medidas são uma manifestação inequívoca da intenção criminosa e genocida com que os governantes norte-americanos se empenham em punir toda a população do país, afirmou o ministro das Relações Exteriores em sua conta no X.

O governo de Donald Trump aplica essa nova série de sanções com o objetivo de continuar privando o país caribenho de possíveis fontes de financiamento em meio a um recrudescimento sem precedentes do bloqueio econômico, comercial e financeiro que afeta o povo cubano há mais de seis décadas.

O pacote de sanções reflete, além disso, a extraterritorialidade do cerco imposto por Washington, ao aumentar as restrições para empresas e entidades estrangeiras que mantenham laços comerciais ou financeiros com os organismos que constam da lista unilateral dos Estados Unidos.

Apesar da política de pressão máxima dos Estados Unidos, Cuba obteve uma vitória diplomática na Organização das Nações Unidas no último dia 7 de julho, quando 136 nações votaram a favor de debater na Assembleia Geral a necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por sucessivos governos norte-americanos à nação insular.

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