Chikwe Ihekweazu acrescentou que as vacinas poderiam estar disponíveis em cerca de três meses, já que a pesquisa avança a um ritmo encorajador graças à mobilização de parceiros científicos internacionais, informou o Actualité.CD.
O dirigente da OMS insistiu, no entanto, na manutenção das medidas de prevenção padrão, incluindo a detecção precoce de casos, o rastreamento de contatos e os enterros seguros e dignos.
“As vacinas representam uma grande esperança, mas a resposta continua hoje com as ferramentas que já temos”, ressaltou.
Na véspera, o ministro da Saúde da RDC, Roger Kamba, anunciou que as províncias de Tshopo e Haut-Uele passaram a fazer parte das oficialmente afetadas pela epidemia de ebola.
Durante sua visita a Bunia, na província de Ituri, o ministro declarou que pacientes confirmados viajaram de Nia-Nia (Ituri) até Tshopo, onde foram diagnosticados dois casos, e também para Haut-Uele, onde foram registrados dois doentes em Wamba.
Kamba precisou que nas províncias de Ituri e Kivu do Norte ainda está em curso a fase aguda da epidemia, com um aumento no número de pessoas afetadas; no entanto, a boa notícia é que em breve poderá ser anunciada a retirada da província de Kivu do Sul da resposta à doença.
O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira que está reforçando o mecanismo de coordenação no local, em Bunia, com a presença do ministro, do secretário-geral da Saúde e de vários funcionários do ministério.
Além disso, uma missão conjunta de equipes nacionais e da OMS está mobilizada em Beni, na província de Kivu do Norte, para avaliar e adaptar a resposta.
Até 9 de julho, foram detectados na RDC 1.792 casos confirmados de ebola, 625 mortes e 295 pessoas recuperadas.
Os centros de atendimento mantinham 764 pacientes internados ou em isolamento.
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