O II Simpósio Cearense de Cannabis Medicinal acontece na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), em Fortaleza, e reunirá, durante dois dias, profissionais da saúde, cientistas, gestores públicos, associações de pacientes e entidades profissionais para analisar os avanços científicos, regulatórios e assistenciais relacionados a essa planta.
Segundo a Agência Brasil, as 300 vagas gratuitas disponíveis para participar do encontro foram preenchidas antes mesmo de seu início, reflexo do crescente interesse que o uso terapêutico da cannabis desperta no gigante sul-americano.
A programação do evento abrange cinco eixos temáticos que abordam experiências de pacientes e associações, aspectos relacionados ao cultivo da planta, questões jurídicas e regulatórias, o uso da cannabis em práticas integrativas e nos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.
Entre as palestras, destacam-se os debates sobre os desafios legais para incorporar tratamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS), as possibilidades terapêuticas em psiquiatria, dor e distúrbios do sono, o uso na medicina veterinária e as perspectivas para integrar o cultivo aos programas de Farmácias Vivas e à agricultura familiar.
Outra das apresentações, acrescentou a mesma fonte, examina o potencial dos compostos derivados da cannabis durante a gravidez, o parto e o pós-parto, com ênfase nas experiências de parteiras tradicionais e na necessidade de ampliar as pesquisas sobre seu uso clínico sob supervisão médica.
Também está prevista uma mesa redonda intitulada “Cannabis, Autismo e Ciência: o que já sabemos e para onde avançamos”, e uma audiência pública para debater o Projeto de Lei 1014/2023, que propõe instituir no Ceará uma política estadual de cannabis para fins terapêuticos.
A iniciativa prevê incentivos à pesquisa científica, capacitação de profissionais da rede pública de saúde, fortalecimento das associações de pacientes e ampliação do acesso a medicamentos mediante prescrição médica no SUS.
Na opinião dos organizadores, o encontro contribuirá para fortalecer o diálogo entre a comunidade científica, os profissionais de saúde, os legisladores e a sociedade civil, a fim de avançar na regulamentação, na pesquisa e no acesso seguro a tratamentos com cannabis no Brasil.
mem/dsa/bm





