O México rompeu relações com aquele país em abril de 2024, depois que policiais e militares invadiram a sede diplomática para prender o ex-vice-presidente Jorge Glas, considerado um perseguido político e a quem este país norte-americano concedeu asilo.
“Já esquecemos que vocês invadiram a embaixada? Já esquecemos que agrediram mexicanos dentro da própria embaixada? Já esqueceram que prenderam uma pessoa que tinha asilo? Pois não, não é assim”, afirmou a autoridade durante sua habitual coletiva de imprensa.
“Tem que haver uma reparação por todo esse processo — acrescentou ela —, tem que haver um reconhecimento da parte deles de que invadiram a embaixada e tem que haver um reconhecimento de que essa pessoa estava sob asilo. Caso contrário, a situação se torna muito complexa.”
Sobre as declarações públicas de seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, com o suposto objetivo de retomar as relações bilaterais, Sheinbaum destacou que seu governo não recebeu nenhum pedido formal a esse respeito.
Ao intervir no encontro, o ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, ressaltou que não existe canal de comunicação com o país sul-americano.
“É preciso ser muito claro: não pode haver nenhum canal de comunicação. O Equador cometeu uma falta muito grave, não apenas contra a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, mas também contra os princípios mais básicos da diplomacia”, enfatizou.
Ele considerou que essa série de violações torna impossível o restabelecimento das relações e mencionou o andamento do processo das ações movidas por ambos os países sobre esse tema perante a Corte Internacional de Justiça.
“Em ambos os casos, apresentaremos os argumentos que resumi há pouco e estamos absolutamente certos de que a Corte Internacional de Justiça nos dará razão, assim como, na época, todos os países da região também o fizeram”, disse ele.
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