Durante o debate sobre a necessidade de pôr fim a essa política, o representante permanente da Nicarágua na ONU, Jaime Hermida, transmitiu uma saudação ao ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, e ratificou a solidariedade do governo e do povo nicaraguenses com a nação caribenha.
O diplomata expressou o apoio de Manágua ao presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, ao líder da Revolução, Raúl Castro, ao Partido Comunista de Cuba e à liderança histórica do processo revolucionário.
Hermida afirmou que a Nicarágua condenou de forma “categórica e enérgica” o bloqueio norte-americano, ao considerar que ele constitui uma violação da Carta das Nações Unidas, do direito internacional e do direito ao desenvolvimento.
Além disso, denunciou o recrudescimento das medidas coercitivas unilaterais, a perseguição financeira e o bloqueio energético, ressaltando que essas ações visam afetar a independência e o direito do povo cubano de decidir livremente seu destino.
O representante nicaraguense sustentou que as restrições impostas por Washington afetaram o acesso a alimentos, medicamentos, combustível, eletricidade, transporte e financiamento, com repercussões nos serviços públicos, na produção e na vida cotidiana da população.
Em sua intervenção, ele também alertou sobre o que classificou como ameaças de uma possível agressão militar contra Cuba e rejeitou qualquer uso ou ameaça de uso da força contra a ilha.
“Cuba não ameaça ninguém; Cuba salva vidas, forma médicos e compartilha ciência, educação e cooperação solidária com os povos do Sul Global”, afirmou o diplomata, acrescentando que qualquer ação militar contra a nação caribenha teria graves consequências para a estabilidade regional e violaria a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz.
Hermida fez um apelo à comunidade internacional para que rejeite qualquer escalada de agressão e reiterou que as divergências entre os Estados devem ser resolvidas por meio do diálogo, da diplomacia e do respeito ao direito internacional.
O representante nicaraguense instou ao cumprimento das resoluções aprovadas pela Assembleia Geral que exigem o levantamento do bloqueio e reclamou a exclusão imediata de Cuba da lista unilateral de Estados supostamente patrocinadores do terrorismo.
“A Nicarágua reafirma sua irmandade com Cuba e seu compromisso com a defesa da soberania, da autodeterminação e do direito dos povos de viver em paz”, destacou.
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