Durante o debate na Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o bloqueio a Cuba — o mais longo da história —, o diplomata lamentou que, apesar do passar do tempo, a situação persista.
Ele afirmou que a Caricom tomou conhecimento da realidade na ilha e dos efeitos que a política de Washington tem sobre o bem-estar do povo.
Ele expressou preocupação com a deterioração das condições socioeconômicas naquela nação caribenha e pediu que os canais de diálogo entre Havana e Washington permaneçam abertos como forma de superar as diferenças e atender às necessidades da população.
“O Caribe está unido por sua geografia, história, vulnerabilidades comuns e também por uma tradição duradoura de cooperação e solidariedade”, afirmou, ao mesmo tempo em que reafirmou o compromisso da região com o multilateralismo, os princípios da Carta das Nações Unidas e o direito internacional.
O representante da Caricom destacou que os desafios enfrentados por Cuba só poderão ser superados por meio de um diálogo construtivo e de uma abordagem pacífica.
Nesse sentido, ele saudou os recentes contatos entre as partes e as encorajou a continuar explorando-os com urgência e boa-fé.
O diplomata explicou que a Caricom participa do debate na ONU como “amiga de longa data” de Cuba e dos Estados Unidos e manifestou a disposição do bloco regional em contribuir para a aproximação entre ambas as partes.
Além disso, reiterou o apoio da organização à normalização das relações entre os dois países, considerando que isso atende aos interesses do Caribe.
A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta terça-feira o debate sobre o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, após receber o apoio majoritário de 136 países.
A votação ocorreu apesar dos esforços da delegação norte-americana para impedir a discussão do assunto, que recebeu apenas nove votos contra e registrou 30 abstenções.
Os Estados Unidos mantêm uma política de pressão econômica, financeira, migratória, diplomática e extraterritorial contra a nação caribenha, com o objetivo de punir o povo, asfixiar sua economia e perseguir países terceiros, empresas e pessoas que mantenham laços legítimos com a ilha.
Durante o segundo mandato do presidente Donald Trump, o assédio e a agressividade contra a ilha se intensificaram.
Prova disso é a reintegração de Havana à lista unilateral de Washington de Estados Patrocinadores do Terrorismo, o que agrava os efeitos do bloqueio.
Além disso, a imposição de tarifas adicionais às importações de qualquer país que venda ou forneça petróleo a Cuba, principal causa dos apagões no país.
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