Quarta-feira, Julho 15, 2026
NOTÍCIA

Colômbia: Petro denunciou que é alvo de ameaças de prisão ou morte

Bogotá, 7 jul (Prensa Latina) O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou hoje que as ameaças contra ele incluem prendê-lo e levá-lo para os Estados Unidos ou até mesmo assassiná-lo.

Em uma mensagem divulgada em sua conta na rede social X, o presidente afirmou que, se seus inimigos conseguirem os objetivos acima mencionados, sua voz será inesquecível no mundo e a Aliança pela Vida será construída a partir da resistência cidadã.

Ele destacou que, devido a fraudes eleitorais — que, segundo ele, ocorreram no país nas últimas eleições presidenciais —, o povo já se envolveu em guerras civis e perdeu território e soberania.

“Não vamos cair nessas armadilhas. Uma resistência civil contra um governo ilegítimo deve sempre buscar a unidade do povo, seu consenso fundamental, que é a base da nação. Aqui não usaremos armas, mas eles vão usá-las contra nós”, alertou.

Ele enfatizou ainda que “aqui não vamos ameaçar ninguém, mas eles vão nos ameaçar — e já estão nos ameaçando —, a mim, com a possibilidade de me prenderem e me levarem para os Estados Unidos ou me assassinarem”.

Embora tenha reconhecido que milhões de colombianos votaram em Abelardo De la Espriella, ele estimou que esses não constituíram a maioria.

“Aos colombianos e colombianas que votaram em Abelardo, nossa amizade e apreço; eles nunca devem ser agredidos por causa de suas opiniões políticas. Nunca usei a força contra a oposição nem a persegui, mas nós sim seremos perseguidos e usarão a força contra nós; portanto, seria tolice não nos prepararmos”, afirmou.

Em uma mensagem anterior divulgada na mesma plataforma, o governante reforçou os argumentos de sua posição.

“Não estamos inventando quando dizemos que o governo de Abelardo foi eleito a partir do exterior, com votos inexistentes na porcentagem ajustada automaticamente por algoritmos criados por empresas privadas israelenses com o aval de seu governo genocida, e processados pela empresa que eu mesmo denunciei publicamente”, insistiu.

Ele ressaltou que não estamos “apenas diante da iminência do fascismo na Colômbia, mas diante do que talvez seja o maior ataque à democracia mundial desde a época de Hitler”.

Diante da situação que descreveu, ele afirmou que “a resposta é a resistência ativa e, quando o povo decidir, a desobediência civil. É o autoritarismo quase totalitário, devido ao poder até agora conquistado por Abelardo nas Cortes e no Congresso, que está por vir”.

Reiterou, no entanto, que no próximo dia 20 de julho fará seu último discurso público como presidente da Colômbia, na região sudoeste de Bogotá.

Hoje cedo, o governo da Colômbia suspendeu sua participação nas sessões conjuntas de transição com o novo governo enquanto não houver “garantias de respeito recíproco”.

Segundo Petro, o processo de transição continuará agora perante a população.

“A transição é perante o povo; é uma entrega pública do governo que termina no dia 6 de agosto à meia-noite, porque esse foi o mandato do povo e eu obedeço ao povo, a mais ninguém”, escreveu o chefe de Estado.

rgh/ifs/bm

RELACIONADAS

Edicão Portuguesa