A análise, que abrange o período de 27 de setembro a 26 de dezembro de 2025, será apresentada na próxima sexta-feira ao órgão da ONU pelo Representante Especial do Secretário-Geral na Colômbia, Miroslav Jenča.
O relatório anterior, divulgado em outubro do ano passado, enfatizou a necessidade de garantir que o país mantenha o progresso alcançado em seu caminho rumo a uma nação mais pacífica e segura, e defendeu o fortalecimento da presença do Estado, especialmente em áreas afetadas pelo conflito.
Além disso, o relatório solicitou a garantia de segurança adequada para a realização segura das próximas eleições como um passo fundamental para a democracia colombiana e, em particular, para consolidar o progresso alcançado no Acordo de Paz Final, com o objetivo de ampliar a participação eleitoral em áreas historicamente afetadas pelo conflito.
Ele também reconheceu a emissão das primeiras decisões de justiça restaurativa pela Jurisdição Especial para a Paz (JEP) como um momento crucial na implementação do Acordo, por meio do qual as partes envolvidas se comprometeram a garantir a responsabilização pelos crimes mais graves cometidos ao longo de décadas, como enfatizou.
“A consolidação desse legado histórico exigirá visão de toda a sociedade colombiana, para garantir que o país evite repetir os ciclos de violência do passado”, destacou o Secretário-Geral António Guterres no relatório anterior.
Ele também observou que, desde a assinatura do Acordo de Paz, a Missão verificou o assassinato de um total de 481 ex-combatentes (incluindo 11 mulheres, 63 indígenas e 58 afro-colombianos), além de 164 tentativas de homicídio (17 mulheres) e 57 desaparecimentos.
Além disso, segundo o Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários, entre 27 de junho e 2 de setembro, 8.700 pessoas foram afetadas por deslocamento forçado e 41.800 por confinamento em 30 municípios distribuídos por 10 departamentos.
O Secretário-Geral também destacou os progressos alcançados na reforma rural, que beneficia agricultores, mulheres e comunidades étnicas, bem como os avanços rumo a uma maior segurança jurídica da posse da terra.
“Com os progressos alcançados na alocação e formalização de terras durante este período, quase nove por cento da meta de três milhões de hectares alocados, conforme estabelecido no Acordo de Paz, foi atingida; e quase metade da meta de sete milhões de hectares foi formalizada”, afirmou o relatório.
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