Segunda-feira, Janeiro 19, 2026
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Guatemala em estado de sítio devido à crise nas prisões

Cidade da Guatemala, 19 jan (Prensa Latina) A Guatemala amanheceu hoje no primeiro dia de Estado de Sítio, decretado pelo presidente Bernardo Arévalo, como medida para garantir a segurança e usar toda a força contra as gangues.

Após rebeliões em três prisões, controladas na tarde de ontem, e a morte de pelo menos oito policiais nas ruas em resposta a ataques de grupos criminosos, o presidente explicou que a medida não interrompe a vida cotidiana.

Em pronunciamento à nação, o chefe de Estado assegurou que a medida também não compromete o funcionamento das instituições, a circulação de guatemaltecos, os processos de renovação de poderes judiciais, nem nada mais.

As aulas (no setor privado) foram suspensas apenas nesta segunda-feira como medida preventiva, acrescentou Arévalo, juntamente com os ministros do Interior, Marco Antonio Villeda, e da Defesa, Henry Sáenz.

O decreto de Estado de Sítio de 30 dias, especificou ele, restringe-se ao combate ao crime organizado, gangues e atos de violência com o intuito de aterrorizar a população.

Analistas enfatizaram à Prensa Latina que as autoridades podem fechar estradas e rodovias, restringir o acesso a certas áreas, bem como limitar reuniões, eventos organizados e o porte de armas em locais públicos.

Segundo a Constituição, observaram, prisões durante esse período podem ocorrer em patrulhas ou pontos de controle sem mandado judicial, e interrogatórios, antes permitidos apenas a promotores, agora podem ser conduzidos por membros da Polícia Nacional Civil (PNC).

Todos os comandos e entidades estatais, com base no Artigo 19 da Constituição, são obrigados a prestar às forças de segurança a assistência e a cooperação solicitadas, dentro de suas respectivas esferas de competência. Diversas organizações, como a Associação Guatemalteca de Jornalistas, condenaram a violência do fim de semana no país e expressaram solidariedade aos oito policiais mortos em ataques orquestrados por gangues.

A Ordem dos Advogados declarou que esses atos ameaçam a ordem pública, a segurança cidadã e as instituições democráticas.

Instaram as autoridades a encontrar os responsáveis ​​e, seguindo o devido processo legal, a impor severas penas criminais.

Segundo informações da Polícia Nacional Civil (PNC), operações estratégicas levaram à captura de 17 membros de gangues e ao resgate dos 46 guardas prisionais que haviam sido feitos reféns.

O Instituto Guatemalteco de Turismo afirmou que continua operando normalmente, cumprindo seu papel de auxiliar, orientar e informar visitantes nacionais e internacionais.

Apelaram ao público para que siga as instruções das autoridades, cumpra as normas vigentes e consulte apenas fontes de informação oficiais e confiáveis.

ro/znc/bj

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