Após rebeliões em três prisões, controladas na tarde de ontem, e a morte de pelo menos oito policiais nas ruas em resposta a ataques de grupos criminosos, o presidente explicou que a medida não interrompe a vida cotidiana.
Em pronunciamento à nação, o chefe de Estado assegurou que a medida também não compromete o funcionamento das instituições, a circulação de guatemaltecos, os processos de renovação de poderes judiciais, nem nada mais.
As aulas (no setor privado) foram suspensas apenas nesta segunda-feira como medida preventiva, acrescentou Arévalo, juntamente com os ministros do Interior, Marco Antonio Villeda, e da Defesa, Henry Sáenz.
O decreto de Estado de Sítio de 30 dias, especificou ele, restringe-se ao combate ao crime organizado, gangues e atos de violência com o intuito de aterrorizar a população.
Analistas enfatizaram à Prensa Latina que as autoridades podem fechar estradas e rodovias, restringir o acesso a certas áreas, bem como limitar reuniões, eventos organizados e o porte de armas em locais públicos.
Segundo a Constituição, observaram, prisões durante esse período podem ocorrer em patrulhas ou pontos de controle sem mandado judicial, e interrogatórios, antes permitidos apenas a promotores, agora podem ser conduzidos por membros da Polícia Nacional Civil (PNC).
Todos os comandos e entidades estatais, com base no Artigo 19 da Constituição, são obrigados a prestar às forças de segurança a assistência e a cooperação solicitadas, dentro de suas respectivas esferas de competência. Diversas organizações, como a Associação Guatemalteca de Jornalistas, condenaram a violência do fim de semana no país e expressaram solidariedade aos oito policiais mortos em ataques orquestrados por gangues.
A Ordem dos Advogados declarou que esses atos ameaçam a ordem pública, a segurança cidadã e as instituições democráticas.
Instaram as autoridades a encontrar os responsáveis e, seguindo o devido processo legal, a impor severas penas criminais.
Segundo informações da Polícia Nacional Civil (PNC), operações estratégicas levaram à captura de 17 membros de gangues e ao resgate dos 46 guardas prisionais que haviam sido feitos reféns.
O Instituto Guatemalteco de Turismo afirmou que continua operando normalmente, cumprindo seu papel de auxiliar, orientar e informar visitantes nacionais e internacionais.
Apelaram ao público para que siga as instruções das autoridades, cumpra as normas vigentes e consulte apenas fontes de informação oficiais e confiáveis.
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