Domingo, Janeiro 18, 2026
NOTÍCIA

Soldados no Alasca prontos para ir a Minneapolis devido aos protestos

Washington, 18 jan (Prensa Latina) Cerca de 1.500 soldados estão hoje em alerta no Alasca para uma possível mobilização em Minneapolis, em meio aos contínuos protestos após dois tiroteios naquela cidade estadunidense envolvendo agentes federais.

Os soldados, da 11ª Divisão Aerotransportada em Fort Wainwright, em Fairbanks, Alasca, são uma das opções que o exército considera caso o presidente Donald Trump decida usar pessoal militar na ativa, de acordo com um funcionário não identificado na mídia local.

Desde o assassinato, em 7 de janeiro, de Renee Good, 37 anos e mãe de três filhos, morta a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE), manifestações eclodiram na cidade mais populosa de Minnesota.

Na quarta-feira, uma semana após a tragédia, ocorreu um novo tiroteio envolvendo outro agente da ICE, no qual um migrante venezuelano foi ferido na perna.

Mas ainda não foi tomada nenhuma decisão sobre o eventual envio de soldados, disse a fonte.

Na véspera, a Guarda Nacional de Minnesota foi mobilizada por ordem do governador Tim Walz e ainda não está destacada nas ruas de Minneapolis.

Na tarde deste sábado, ocorreram confrontos entre manifestantes de grupos opostos em frente à prefeitura de Minneapolis.

Enquanto isso, o Departamento de Justiça está investigando autoridades de Minnesota, incluindo Walz e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, por uma suposta conspiração para obstruir os agentes federais de imigração.

Na sexta-feira, mais de duas dezenas de democratas da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos se reuniram em Saint Paul, capital de Minnesota, para uma audiência informal do Congresso sobre a conduta da ICE e de outros agentes federais no estado, destacou a imprensa local.

Durante a última semana, manifestantes se reuniram em frente ao edifício Whipple, onde ficam as sedes dos agentes federais, e em várias ocasiões ocorreram confrontos com as forças da ordem.

Trump, inicialmente ameaçou invocar a Lei de Insurreição (que data de 1807) por causa dos protestos, mas voltou atrás e afirmou que não há “nenhuma razão” para isso.

A antiga Lei de Insurreição dá ao presidente o poder de enviar tropas militares a uma área com a missão de reprimir distúrbios civis. A última vez que a lei foi invocada foi em 1992, quando o então ocupante do Salão Oval, George H. W. Bush, enviou tropas após os distúrbios em Los Angeles pelo caso Rodney King.

Trump ameaçou invocar essa lei em outubro do ano passado, quando alegou que tinha permissão para tomar tal medida se os tribunais rejeitassem sua decisão de enviar a Guarda Nacional para cidades dos Estados Unidos.

mem/dfm/hb

RELACIONADAS

Edicão Portuguesa