Por: Mario Muñoz Lozano
Fotos: Panchito González (FotosPL)
José Martí, de seu pedestal, aponta desafiadoramente para o gigante de concreto e vidro da Embaixada dos Estados Unidos em Havana, a representação mais próxima do perigo que espreita, daqueles responsáveis pelas recentes e injustas mortes de 32 de seus melhores filhos.
Mas desde as primeiras horas daquele fatídico 3 de janeiro, o sangue em Cuba ferve. Nenhuma compostura consegue deter os cubanos nesta sexta-feira, envoltos em lágrimas de dor e fúria por seus caídos em combate desigual, pela agressão contra a nação irmã Venezuela, pelo sequestro de seu presidente, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.
Contudo, com o passar dos dias, a tristeza pelo ocorrido transformou-se em raiva, alimentada pela incontinência verbal do presidente dos EUA, Donald Trump, que continua cometendo erros em seus comentários sobre a realidade de Cuba e o futuro dos cubanos. Essa raiva nos une, apesar de nossas diferenças, e, como em outras ocasiões, nos forja em uma frente unida contra a ameaça do agressor, apesar da escassez, dos apagões, da crise, das ausências, porque se há algo claro para os habitantes desta terra, é que os problemas de Cuba só podem ser resolvidos aqui, pelos cubanos.
Havana amanhece fria, mas o sangue ferve; O calor do povo reunido na Tribuna Anti-Imperialista José Martí fará com que o dia cresça com a esperança de um futuro de progresso e paz para este povo corajoso. Eles merecem.
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