Terça-feira, Janeiro 13, 2026
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Despejo de 2 mil famílias começa em assentamento chileno

Santiago de Chile, 12 de janeiro (Prensa Latina) Policiais, utilizando máquinas pesadas, canhões de água e gás lacrimogêneo, iniciaram hoje o despejo de aproximadamente 2.000 famílias do assentamento de San Antonio, na região de Valparaíso, Chile.

Durante o início da operação, moradores ergueram barricadas no Cerro Centinela para tentar impedir o despejo, mas a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersá-los e prendeu três manifestantes.

O assentamento começou a ser povoado de forma irregular no início da pandemia, em 2019, e continuou a se expandir, tornando-se a maior ocupação de terras do país.

Atualmente, existem mais de 4 mil 100 famílias no assentamento, sendo 31% crianças e adolescentes, e outros 30% idosos.

Um artigo publicado hoje pelo site laizquierdadiario.cl alerta que o governo está, mais uma vez, despejando famílias sem garantir alternativas de moradia digna, cronogramas claros de realocação ou uma resposta efetiva às suas necessidades.

Segundo um relatório da Fundação TECHO, existem mais de 115 mil famílias em 1.290 assentamentos informais em todo o país, 70% das quais são chilenas.

Entre as principais causas do problema, o estudo menciona fatores socioeconômicos, como a falta de acesso à moradia formal, os altos custos de aluguel e as dificuldades de emprego tanto para migrantes quanto para cidadãos chilenos.

oda/car/glmv

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