Trump usou esse termo para justificar a versão de legítima defesa do agente federal do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) que atirou e matou Good pelo menos três vezes, a poucos metros de onde, coincidentemente, quase seis anos antes, um policial havia matado George Floyd.
Mas a descrição do presidente não coincide com a opinião de vizinhos que a descreveram como uma boa mãe, uma mãe amorosa (ela deixou três filhos) e uma das “pessoas mais gentis que já conheci”, como afirmou sua mãe, Donna Granger.
“Ela era extremamente compassiva. Ela cuidou das pessoas a vida toda. Ela era amorosa, compreensiva e carinhosa. Ela era um ser humano incrível”, acrescentou.
Natural do Colorado e recém-chegada à maior cidade de Minnesota, Good se descrevia como “poeta, escritora, esposa e mãe”.
Ela estudou escrita criativa na Old Dominion University em Norfolk, Virgínia, e, conforme noticiado pela imprensa, ganhou o Prêmio da Academia de Poetas Americanos para estudantes de graduação em 2020, mesmo ano em que se formou em Letras (Inglês).
“Quando não está escrevendo, lendo ou falando sobre escrita, ela gosta de maratonas de filmes e de criar arte com sua filha e seus dois filhos”, enfatizava uma publicação agora excluída sobre sua biografia premiada. O texto a descrevia como uma escritora ávida e uma mãe dedicada.
Na quinta-feira, a polícia e manifestantes entraram em confronto durante um protesto que, com gritos de “Vergonha!”, expressou a indignação pública com a morte de Good. O governador de Minnesota, Tim Walz, declarou estado de emergência após a tragédia. Em uma coletiva de imprensa, ele colocou a Guarda Nacional de Minnesota em alerta.
O Departamento de Segurança Interna planeja enviar pelo menos 2.000 agentes para Minnesota para o que chama de “a maior operação de imigração da história”.
A Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, classificou o perturbador incidente como “terrorismo doméstico”.
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