“O governo (Donald) Trump realizou ataques aéreos e com mísseis contra a Venezuela sem autorização do Congresso”, afirmou o grupo em um comunicado à imprensa.
Durante esse ataque, disse a organização, “o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados e retirados à força de seu país, o que constitui uma violação extraordinária do direito internacional e um ato de guerra”.
Esse uso unilateral da força militar é ilegal, imprudente e coloca milhões de vidas em risco, alertou a CODEPINK.
A organização observou que existem atualmente duas resoluções em tramitação para suspender ações militares não autorizadas dos EUA contra a Venezuela: uma proposta pela Deputada Ilhan Omar na Câmara dos Representantes e outra pelos Senadores Tim Kaine, Adam Schiff e Rand Paul no Senado.
Ambas estão prontas para avançar no processo legislativo e exigem pressão pública imediata para serem levadas à votação, destacou o grupo pacifista.
Durante um pronunciamento à nação e uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, Trump não apenas justificou o ataque e a remoção forçada de Maduro, como também anunciou que os Estados Unidos governariam o país. “Agora vamos governar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e prudente”, disse Trump, sem especificar um prazo, em um pronunciamento transmitido ao vivo por todas as redes de televisão americanas.
O presidente se vangloriou amplamente do poderio militar dos EUA e descreveu a Operação Resolução Absoluta.
Ele também ameaçou autoridades venezuelanas e militares leais ao presidente constitucional. “O que aconteceu com Maduro pode acontecer com eles”, alertou, insistindo que o futuro deles “será muito ruim” se permanecerem leais a ele, e não descartou outra onda de ataques aéreos.
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