“Com o início de 2026, o Vietnã enfrenta o desafio de passar da preparação para a implementação, do planejamento para a execução”, observou a publicação, reproduzindo um artigo do ex-conselheiro ministerial e cientista político Nguyen Si Dung.
Segundo o acadêmico, 2025 terminou como um ano crucial de preparação em termos de reflexão sobre desenvolvimento, instituições e principais diretrizes estratégicas.
Consequentemente, as importantes decisões a serem adotadas pelo 14º Congresso Nacional do Partido Comunista do Vietnã (PCV), agendado para este mês, lançarão as bases para que todo o sistema político e a sociedade iniciem uma nova fase de atuação, com o objetivo de aprimorar a qualidade do desenvolvimento e a competitividade nacional.
É nesse contexto que 2026 pode ser visto como o ano que marca o início de uma era de progresso, que começa com o estabelecimento de uma nova visão para o mandato e se concretiza por meio de movimentos substanciais de reforma desde o princípio, observou Si Dung.
Alcançar a proeminência, destacou ele, não é uma tarefa passageira. Trata-se da mentalidade e do estágio de desenvolvimento de uma nação que acumulou bases, experiência e resiliência suficientes para passar de “ir rápido” para “ir longe”, de se adaptar às circunstâncias para moldar proativamente o futuro.
O artigo também enfatiza que, após quase quatro décadas de desenvolvimento do programa de renovação (Doi Moi), a nação enfrenta novas oportunidades e perspectivas.
Na opinião do especialista, o ano que se inicia será, acima de tudo, uma abertura para uma nova mentalidade de desenvolvimento, que não será mais entendida primordialmente como uma expansão de escala, mas sim como uma melhoria na qualidade do crescimento, na produtividade do trabalho e na resiliência da economia.
“Avançar rapidamente continua sendo importante, mas avançar de forma constante, sustentável e na direção certa é crucial no contexto de uma competição global cada vez mais acirrada: o desenvolvimento rápido deve ser sustentável e o alto crescimento deve ser acompanhado de estabilidade, progresso e equidade social”, enfatizou.
Além disso, o autor explicou que 2026 também marca o início de novos motores de desenvolvimento, que não derivam de um único fator, mas da sinergia de múltiplos pilares, incluindo uma melhor estrutura institucional, ciência e tecnologia, inovação e transformação digital, e o papel cada vez mais proeminente do setor privado.
Si Dung também indicou que este será o ano da abertura à confiança social.
Nenhuma era de desenvolvimento pode ser construída sem a confiança das pessoas na coerência, justiça e eficácia das políticas; a confiança das empresas em um ambiente de investimento estável, transparente e legalmente protegido; e a confiança de uma sociedade na qual o esforço genuíno será reconhecido, a criatividade será incentivada e as contribuições serão valorizadas, concluiu.
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