Na véspera, dois indivíduos em uma motocicleta atiraram contra o prédio e lançaram uma pedra com uma mensagem ameaçadora contra a diretora do instituto, Ana Juanche, supostamente por causa das recentes transferências de membros de gangues criminosas dentro da antiga prisão Comcar.
Não é a primeira vez que ocorre uma agressão desse tipo. Em 2004, duas pessoas atiraram contra o prédio e deixaram uma carta endereçada ao então diretor Luis Mendoza.
Em setembro, a procuradora Mónica Ferrero sofreu um atentado com tiros e uma granada em sua residência, pelo qual sete indivíduos supostamente ligados a grupos de narcotráfico estão sendo acusados.
A vice-presidente da República, Carolina Cosse, postou nas redes sociais que a diretora do INR foi “vítima de uma ameaça covarde que buscava intimidá-la”.
“O combate ao crime organizado vem de longa data e não admite outra coisa senão fechar fileiras para combatê-lo, sem especulações menores de qualquer natureza”, reagiu, por sua vez, o ministro da Educação e Cultura, José Carlos Mahía.
“Toda a nossa solidariedade com a diretora do INR. Todos juntos”, divulgou o senador do Partido Nacional, Sebastián Da Silva.
“Os atentados e ameaças com o objetivo de intimidar devem ser repudiados e reprimidos”, acrescentou o deputado nacionalista Pablo Abdala, que pediu a aprovação da descentralização do instituto. O ex-promotor e ex-candidato do Partido Colorado, Gustavo Zubía, também rejeitou o ataque, enquanto o sindicato da Guarda Republicana pediu que se unissem as fileiras em defesa da segurança.
“Diante desses fatos, não há lugar para divisões. Pelo contrário, devemos fortalecer a unidade entre aqueles que integramos o sistema de segurança pública. Somente unidos poderemos enfrentar e derrotar esse flagelo”, diz o texto.
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