Youssouf, por meio de um comunicado, reconheceu os esforços do presidente Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo em prol de um diálogo político nacional inclusivo, que envolva todos os atores políticos e sociais envolvidos, no respeito às instituições do país.
Ele relembrou o compromisso da UA com os princípios consagrados em seu Ato Constitutivo, na Declaração de Lomé de 2000 e na Carta Africana da Democracia, das Eleições e da Governança, que condenam as mudanças anticonstitucionais de governo, em particular a tomada do poder pela força e a derrubada das instituições estabelecidas democraticamente.
Nesse contexto, apelou a todos os atores políticos e às partes envolvidas para que privilegiem exclusivamente os meios pacíficos e a moderação, e se abstenham de qualquer iniciativa suscetível de alimentar as tensões ou comprometer as perspectivas de diálogo e reconciliação nacional.
Além disso, reafirmou o compromisso inabalável da União Africana com a soberania, a unidade e a integridade territorial da RDC.
Ele destacou a necessidade de preservar as conquistas dos processos de Doha e de Washington, de assegurar a implementação dos compromissos assumidos, de respeitar o cessar-fogo e de garantir a proteção das populações civis.
O presidente da Comissão reiterou o pleno apoio da UA aos esforços de mediação conduzidos pelo presidente do Conselho do Togo e mediador da organização continental, Faure Essozimna Gnassingbé, apoiado pelo Painel de Facilitadores da Comunidade da África Oriental e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.
Por fim, reiterou a disponibilidade da Comissão para acompanhar esses esforços, em coordenação com as iniciativas regionais e internacionais, com vistas ao estabelecimento de uma paz duradoura na República Democrática do Congo e em toda a região dos Grandes Lagos.
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