Quarta-feira, Outubro 21, 2026
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Associação brasileira repudia agressões dos EUA contra Cuba

Brasília, 20 out (Prensa Latina) A Associação Cultural José Martí de Santa Catarina, do estado brasileiro de mesmo nome, exigiu o fim das agressões dos Estados Unidos contra Cuba, consideradas hoje formas de punição coletiva contra o povo da ilha.

Em uma nota pública, a entidade, integrante do Movimento Brasileiro de Solidariedade com Cuba, denunciou as pressões diplomáticas de Washington.

Também questionou informações sobre supostas exigências norte-americanas relacionadas à permanência do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, no cargo.

O pronunciamento fez referência a uma publicação do jornal The New York Times, segundo a qual autoridades norte-americanas teriam transmitido a negociadores cubanos que o avanço das conversas bilaterais exigiria a renúncia do mandatário.

A Associação rejeitou as pressões de Washington sobre países e instituições multilaterais que se opõem ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto à maior das Antilhas há mais de seis décadas.

Afirmou que os Estados Unidos tentaram, sem sucesso, eliminar os dirigentes da Revolução Cubana, e alertou que as atuais ações contra Díaz-Canel desrespeitam a soberania da nação caribenha.

Cuba, declarou a organização, não aceitará que, em eventuais negociações bilaterais, o sistema político escolhido por sua população seja colocado em discussão, nem que a saída de seus dirigentes seja imposta.

Nesse sentido, defendeu a permanência do mandatário à frente do país e afirmou que os cubanos não aceitarão condições que violem sua autodeterminação.

Avaliou que as dificuldades enfrentadas pela ilha são superadas pela capacidade de resistência de seu povo, cuja luta cotidiana, ressaltou, busca preservar a soberania nacional e a Revolução.

Enfatizou que as sanções e outras formas de bloqueio trazem consequências diretas para a vida da população. Essas medidas, denunciou, impõem condições de subsistência cada vez mais difíceis e constituem um castigo coletivo que implica “um verdadeiro genocídio silencioso”.

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