Quarta-feira, Outubro 21, 2026
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Operação no Brasil mira rede ligada a grupo criminoso

Brasília, 19 de out (Prensa Latina) – A Polícia Federal do Brasil deflagrou hoje uma operação contra uma rede ligada ao grupo criminoso Comando Vermelho, acusada de impor serviços de internet em comunidades da cidade do Rio de Janeiro por meio de ameaças e violência.

Denominada “Backbone”, a iniciativa envolve o cumprimento de 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Até as 09h15 (horário local), as autoridades haviam detido 19 pessoas, informou a Agência Brasil.

A investigação aponta para a exploração ilegal de serviços de telecomunicações nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, situados na zona norte da capital fluminense.

No local, integrantes da organização criminosa teriam obrigado moradores e comerciantes a contratar provedores controlados pela facção.

Segundo a Polícia Federal, os suspeitos recorriam a homens armados para cortar cabos, incendiar caixas de distribuição de empresas concorrentes e impedir reparos nas redes, com o objetivo de eliminar a concorrência e controlar o mercado local.

As investigações indicam que essa atividade se tornou uma importante fonte de renda para o grupo.

No Complexo da Penha, a cobrança pelo serviço de internet representou mais de 40% da arrecadação total da organização em um único mês, informou a corporação.

As autoridades também investigam um suposto esquema de lavagem de dinheiro proveniente dessa atividade ilícita, utilizando produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de luxo pagos em espécie e operações com criptoativos.

Além do Rio de Janeiro, os mandados judiciais estão sendo cumpridos nos municípios de Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé. Parte dos mandados de prisão está sendo cumprida dentro do sistema penitenciário, incluindo uma unidade federal onde permanece detido um dos supostos líderes do grupo.

A Justiça determinou, ainda, o bloqueio de bens e valores de 40 pessoas e 42 empresas, totalizando 558 milhões de reais (111,6 milhões de dólares).

Determinou também a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas, entre elas provedores de internet, produtoras de eventos, uma empresa de contabilidade e sociedades supostamente utilizadas como fachada.

Os suspeitos poderão responder por crimes como domínio social estruturado, extorsão qualificada, atentado contra a segurança de serviços de utilidade pública, interrupção de serviços telemáticos, prestação clandestina de serviços de telecomunicações e lavagem de dinheiro.

rc/dsa/tc

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