Em mensagem dirigida a um evento sobre o tema realizado na Universidade de Coimbra, em Portugal, o chefe das Nações Unidas (ONU) reconheceu o potencial da IA e afirmou que, se bem utilizada e amplamente compartilhada, ela poderia condensar décadas de desenvolvimento em apenas alguns anos, além de melhorar a vida das pessoas em todo o mundo.
No entanto, ele alertou para os riscos representados pelas máquinas que tomam decisões com cada vez menos supervisão humana e para a concentração de poder nas mãos de algumas empresas e países.
A escolha que temos pela frente não é se confiamos na IA ou se a tememos. Devemos decidir se a gerenciamos por meio de um planejamento cuidadoso ou se permitimos que ela nos governe por padrão, observou. Os mecanismos de controle devem ser baseados em valores compartilhados, refletidos em nossas leis e instituições, e nutridos por nosso conhecimento coletivo. Por isso, as universidades são indispensáveis, destacou.
Nesse sentido, explicou que os centros de ensino superior geram o conhecimento especializado do qual depende a boa governança e formam a geração que construirá e liderará esses sistemas.
Vocês são os guardiões da verdade em um momento em que ela está sob ataque. Portanto, peço que continuem a divulgar sua ciência, tornando-a acessível a todos. Ensinem ética juntamente com a engenharia e colaborem além-fronteiras para ajudar a tornar a IA segura, justa e acessível a todos, afirmou.
Vamos construir, juntos, um futuro da IA criado pela humanidade, com a humanidade e para a humanidade.
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