O evento, que se estenderá até 16 de outubro na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, reúne governos, investidores, instituições financeiras e parceiros para o desenvolvimento, com o objetivo de conectar as prioridades nacionais a oportunidades concretas de investimento e acelerar a transformação dos sistemas agroalimentares.
O chefe da FAO reiterou que o investimento é o que permite que a inovação passe do conceito para a escala, conecte os produtores aos mercados, fortaleça as cadeias de valor e transforme a demanda do mercado em prioridades nacionais e em uma transformação duradoura.
De acordo com suas declarações na abertura do Fórum Mundial da Alimentação, ele destacou que já existem 7.880 milhões de dólares comprometidos ou em negociação para apoiar iniciativas de transformação agroalimentar.
Durante o encontro desta terça-feira, foram compartilhadas experiências e boas práticas sobre o papel dos bancos de desenvolvimento na busca por investimentos de grande impacto nos sistemas agroalimentares e por parcerias inovadoras em meio a esse contexto internacional tão complexo.
Outro dos eixos centrais é a apresentação de planos nacionais de investimento elaborados pelos países participantes, que buscam conectar as prioridades de seus governos a fontes de financiamento públicas e privadas.
As propostas abrangem diferentes setores, entre eles as culturas básicas, a pecuária, a pesca, a aquicultura e produtos de alto valor comercial, como o café e o cacau.
Também incluem projetos destinados a melhorar as infraestruturas, ampliar o acesso aos mercados, incorporar tecnologias e gerar oportunidades de emprego nas áreas rurais.
No Fórum de Investimento da Iniciativa “Mano de la mano”, nove países da América Latina e do Caribe apresentam seus planos nacionais, juntamente com propostas regionais para a Amazônia, o Corredor Seco e as zonas áridas do Sistema de Integração Centro-Americana.
O encontro visa facilitar não apenas a captação de capital, mas também a identificação de projetos viáveis, a redução dos riscos associados aos investimentos e o estabelecimento de contatos diretos entre os governos e potenciais financiadores.
A FAO considera que a articulação entre governos, investidores e parceiros para o desenvolvimento é essencial para transformar as prioridades nacionais em projetos concretos, com capacidade de gerar empregos, aumentar a renda rural e contribuir para a transformação sustentável da agricultura.
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