Brasília, 12 de out (Prensa Latina) O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Moraes, autorizou hoje o senador Flávio Bolsonaro a retomar as visitas ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão restabelece os encontros sob as mesmas condições e horários vigentes antes da suspensão, mas proíbe expressamente qualquer finalidade político-eleitoral, bem como a divulgação de manifestos ou declarações, inclusive por meio de terceiros e por qualquer meio.
Segundo a CNN Brasil, Moraes considerou que, durante o período de suspensão, não ocorreram fatos que justificassem prorrogar a medida cautelar contra o senador.
Flávio poderá visitar o pai diariamente, entre as 08h20 e as 18h00, por um período máximo de 30 minutos, uma vez que consta no processo judicial como advogado do ex-mandatário.
Os demais filhos de Bolsonaro têm um regime de visitas limitado às quartas e sábados, em horários estabelecidos.
A suspensão foi imposta em 13 de julho por um período de 90 dias, depois que Flávio leu publicamente uma carta escrita por seu pai, na qual este pedia que deixassem de lado as diferenças e apoiassem a candidatura presidencial do filho.
Em sua decisão na época, Moraes considerou que o senador havia atuado como intermediário para difundir uma mensagem de conteúdo político-eleitoral, em possível descumprimento das restrições judiciais impostas ao ex-presidente, entre elas a proibição de utilizar as redes sociais diretamente ou por meio de terceiros.
Tal medida expirou neste domingo, 11 de outubro, sem que o magistrado a prorrogasse.
A defesa de Jair Bolsonaro havia solicitado o levantamento antecipado da proibição em 5 de outubro, apontando que restavam poucos dias para o vencimento do prazo. Por sua vez, a Procuradoria-Geral da República, chefiada por Paulo Gonet, manifestou-se a favor de autorizar as visitas, por considerar que não havia fatos novos que justificassem a manutenção da restrição.
Moraes não decidiu sobre o pedido antes do fim do período de suspensão; portanto, a autorização concedida nesta segunda-feira restabelece as condições anteriores.
A decisão ocorre em plena campanha para o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, previsto para 25 de outubro, no qual Flávio Bolsonaro enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 24 de março passado, por motivos de saúde, após receber alta hospitalar devido a um quadro de broncopneumonia aspirativa.
O ex-presidente foi condenado em 2025 pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por sua participação na trama golpista para impedir a posse de Lula, vencedor das eleições de 2022.
ool/mar/tc





