Em declarações à Rádio Monte Carlos, ela apontou que os 30 milhões de brasileiros que optaram por não votar se tornarão o fator determinante que definirá a presidência entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro — este último, vencedor do primeiro turno.
Topolansky indicou que os resultados gerais estavam dentro do previsível segundo a média das pesquisas, as quais já projetavam uma definição no segundo turno, a ser realizado em 25 de outubro.
“O que realmente me surpreendeu foram os 30 milhões que não foram votar. Isso não apareceu em nenhuma pesquisa”, observou.
Ela disse que esse contingente eleitoral supera largamente a soma dos votos obtidos pelos partidos menores, dos votos em branco e dos nulos.
Para a dirigente da Frente Ampla, a estratégia imediata de ambos os candidatos deverá concentrar-se em conquistar os eleitores que se abstiveram, para assim pender a balança em uma disputa na qual a diferença direta entre os principais candidatos é de dois a três milhões de votos.
Ao avaliar as repercussões para o Uruguai, a ex-vice-presidente sustentou que nenhum cidadão pode mostrar-se indiferente, dada a posição do Brasil como primeiro ou segundo maior mercado de exportação do país.
Destacou também a relevância do Brasil no fluxo turístico e o impacto ambiental, devido à influência dos chamados “rios voadores” da Amazônia na regulação do clima do Cone Sul.
A companheira do falecido ex-presidente José Mujica ressaltou o complexo contexto internacional em que ocorrerá o segundo turno brasileiro, especialmente com a proximidade das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
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