Sábado, Outubro 17, 2026
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Brasileiros vão às urnas para decidir o futuro do país

Brasília, 4 out (Prensa Latina) Milhões de brasileiros irão às urnas hoje para participar do primeiro turno das eleições gerais, em um dia que definirá as autoridades nacionais e estaduais pelos próximos quatro anos.

Um total de 158.765.543 eleitores estão aptos a votar nas eleições, consideradas as de maior potencial de comparecimento às urnas na história do país, segundo dados atualizados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A votação começará às 8h e terminará às 17h, horário de Brasília, em todo o país, e a emissão das cédulas terá início nesse horário.

Os cidadãos deverão votar em seis cargos utilizando a urna eletrônica: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República.

Desta vez, 54 das 81 cadeiras do Senado e todas as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados estarão em disputa, além dos governos estaduais dos 26 estados e do Distrito Federal.

A corrida que mais chama a atenção é a da Presidência da República, para a qual 12 candidatos se inscreveram, embora a campanha tenha sido marcada principalmente pelo confronto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.

Diversas pesquisas de opinião divulgadas na reta final mostraram uma disputa acirrada entre os dois rivais, com resultados que, dentro da margem de erro, representam empates virtuais.

Uma possível vitória de Lula abriria a possibilidade de avançar o projeto apresentado pelo presidente para o mandato 2027-2030, que propõe a manutenção da política de aumentos reais de salários, a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida e o fortalecimento do Bolsa Família e outras iniciativas de combate à fome e à pobreza. O programa para o que seria seu quarto mandato também propõe investimentos em infraestrutura, reindustrialização e transição energética, além de manter o atual quadro fiscal com ajustes e expandir políticas públicas em educação e saúde, entre outras prioridades.

Por outro lado, uma vitória de Flávio Bolsonaro significaria o retorno do bolsonarismo ao poder, após o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (2019-2022), com um programa que inclui a redução de pelo menos 10 ministérios, a retomada das privatizações, a revisão da reforma tributária e a busca por maior participação privada nos setores de infraestrutura.

Caso nenhum candidato à presidência obtenha a maioria absoluta dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro, assim como nas eleições para governos estaduais que não forem decididas no primeiro turno.

O Tribunal Eleitoral mobilizou uma operação logística de grande escala para garantir a realização das eleições, com mais de 560.000 urnas eletrônicas disponíveis, incluindo cerca de 65.000 destinadas a substituir equipamentos em caso de contingência.

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