O levantamento, realizado pelas organizações Tierra de Derechos e Justicia Global, contabilizou os casos ocorridos após as eleições municipais até a véspera da atual campanha eleitoral.
Veículos de imprensa, como a Carta Capital, relataram que o número equivale a um incidente a cada 44 horas e representa um aumento de 18,4% em comparação com o período pré-eleitoral anterior, quando 299 incidentes foram registrados de novembro de 2022 a agosto de 2024.
Esses dados fazem parte da quarta edição do estudo Violência Política e Eleitoral no Brasil, que monitora ataques contra candidatos, autoridades eleitas e pessoas em cargos públicos desde 2016.
Os casos registrados incluem 193 ameaças, 71 insultos, 51 agressões físicas, 17 ataques, 11 homicídios, seis casos de criminalização e cinco invasões.
Por estado, São Paulo teve o maior número de incidentes, com 67, seguido por Paraná (31) e Ceará (29). As mulheres representaram 50,6% das vítimas, apesar de ocuparem apenas cerca de 18% das cadeiras legislativas do país, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
Enquanto isso, os homens foram alvo de 77,2% dos atos de violência física, e as mulheres representaram 58,3% das vítimas de violência simbólica, que inclui ameaças e insultos.
Segundo Gisele Barbieri, coordenadora de advocacia política da Tierra de Derechos (Terra de Direitos), essa situação representa uma ameaça à vida dos representantes políticos e ao funcionamento das instituições democráticas.
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