O coordenador residente e humanitário da ONU na Etiópia, Ozonnia Ojielo, declarou em comunicado que acompanha de perto a crise, que evolui rapidamente, em coordenação com a comunidade humanitária e parceiros nas diversas regiões.
Ojielo manifestou preocupação com os relatos contínuos de incidentes e ações que afetam o pessoal, os bens e as instalações de ajuda humanitária, bem como a infraestrutura civil, em várias partes do país, particularmente no contexto da recente escalada de tensões nas regiões do norte.
O texto detalhou que, entre 2025 e 2026, as organizações do setor que operam nas áreas afetadas sofreram interrupções significativas em suas operações, incluindo a apreensão, por grupos armados, de pelo menos 10 veículos humanitários, dos quais apenas dois foram recuperados até o momento.
As equipes humanitárias também foram expostas a incidentes de sequestro, extorsão e assédio, enquanto prédios públicos e infraestruturas críticas foram ocupados, danificados ou vandalizados.
Ele lembrou que o pessoal e os recursos de ajuda são protegidos pelo direito internacional humanitário e nunca devem ser alvo de ataques. Deve-se garantir às organizações humanitárias acesso seguro e desimpedido para prestar assistência vital sem interferências, enfatizou.
Além disso, seus veículos, instalações e demais recursos operacionais devem ser respeitados e protegidos a todo momento. Nesse sentido, exigiu a devolução imediata e incondicional de todos os veículos apreendidos e reiterou o apelo a todas as partes para que respeitem o direito internacional humanitário, abstenham-se de obstruir as operações humanitárias e facilitem a entrega segura e sem impedimentos de assistência àqueles que dela necessitam.
Instou as organizações que operam na Etiópia a adotar todas as medidas necessárias para garantir que seus veículos e equipamentos operacionais estejam claramente identificados e sinalizados de forma visível.
Da mesma forma, instou-as a cumprir rigorosamente o Código de Conduta humanitário e a seguir os protocolos padrão de notificação ao operar em zonas de alto risco.
Em 23 de setembro passado, a Frente de Libertação do Povo de Tigray (TPLF) ocupou os aeroportos de Mekelle, Axum e Shire, deteve o pessoal federal e, consequentemente, os serviços aéreos civis foram interrompidos.
Fontes oficiais confirmaram a destruição e o saque de infraestruturas e recursos públicos, a militarização de escolas e o recrutamento forçado de jovens, inclusive crianças, para os confrontos da TPLF com as Forças de Defesa Nacional da Etiópia.
mem/nmr/dns





