Sexta-feira, Outubro 16, 2026
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Ex-presidente do México, López Obrador, aponta decadência nos EUA

Cidade do México, 1º out (Prensa Latina) O ex-presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador (2018-2024) atribuiu a decadência nos Estados Unidos à opção pelo materialismo e mencionou a desintegração familiar, que, em sua opinião, é a causa do consumo de drogas.

“A decadência nos Estados Unidos deve-se a isso: ao fato de terem optado pelo material e se tornado uma potência econômica e bélica; mas sabem de uma coisa? Eles têm muitos problemas, como a desintegração da família; é por isso que existe a pandemia do consumo de drogas”, afirmou.

Em um vídeo compartilhado ontem à noite em sua conta na rede social X para apresentar seu livro Pueblo, sobre a história política do México, López Obrador apontou que os governantes do país vizinho ao norte “não querem enfrentar as causas”.

“Acham que vão resolver tudo com ‘mão de ferro’. Mesmo que o fentanil fosse eliminado, não resolveriam o problema, pois criariam outras substâncias, como já aconteceu”, explicou o ex-chefe de Estado, insistindo que a administração norte-americana “não quer dar atenção à família”.

Afirmou que “é aí que está o problema, o epicentro da crise: na desintegração da família, no fato de os filhos saírem de casa ainda adolescentes”, e contrastou isso com o fato de que, no México, não ocorre situação semelhante, já que a família é uma instituição fundamental.

López Obrador observou que, na sociedade norte-americana, que “passou do individualismo ao egoísmo”, não se dá atenção às pessoas porque “tudo é guerra”, e lembrou que metade do orçamento da nação vizinha é destinada à indústria bélica. “Isso precisa mudar. Vou escrever um livro. O próximo será para lhes fazer uma proposta, porque somos vizinhos, somos amigos. Além disso, se eles vão mal, nós também iremos mal. Já há 40 milhões de mexicanos vivendo nos Estados Unidos. E nós podemos ajudar”, disse.

Nesta nação latino-americana, enfrentou-se uma decadência e “demos a volta por cima, alcançando uma transformação”, afirmou, referindo-se às mudanças iniciadas com sua chegada à Presidência em 2018, às quais a atual presidente, Claudia Sheinbaum, tem dado continuidade desde 2024.

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