O presidente anunciou a decisão nesta quarta-feira em sua conta no Twitter e afirmou compreender o que essa renda representa para as famílias.
“Não é uma decisão fácil, mas sei o que significa para milhares de famílias equatorianas”, disse Noboa, que também convidou o setor privado a aderir ao adiantamento do pagamento.
No Equador, o décimo terceiro salário corresponde a um doze avos dos salários recebidos pelos servidores formais entre 1º de dezembro do ano anterior e 30 de novembro do ano corrente.
Os servidores podem recebê-lo mensalmente ou solicitar o acúmulo para recebê-lo em dezembro.
O recém-nomeado Ministro do Desenvolvimento Econômico e Produtivo, Bernardo Cordovez, endossou a decisão.
“Apoiamos decisões que priorizam as famílias e, ao mesmo tempo, contribuem para impulsionar a economia do país”, escreveu Cordovez nas redes sociais.
Esse tipo de adiantamento salarial não é novidade no governo Noboa.
Da mesma forma, em 2025, o presidente decretou que os servidores públicos receberiam o décimo terceiro salário em 14 de novembro, dias antes de uma eleição — nesse caso, uma consulta popular e referendo — na qual os cidadãos acabaram rejeitando as quatro propostas de Noboa.
O anúncio deste ano surgiu pouco antes do início da campanha para as eleições municipais de 29 de novembro, agendadas para ocorrer entre 12 e 26 de novembro.
A proximidade entre o pagamento e as eleições para as autoridades locais gerou questionamentos nas redes sociais, onde alguns usuários acusaram o governo de usar um benefício trabalhista para fins eleitorais.
“Pura demagogia. Quando o país tem problemas reais para resolver, eles lançam propagandas feitas para parecerem populares.” Porque, é claro, resolver os problemas subjacentes pode esperar; o urgente é parecer popular’, escreveu um internauta identificado como Emanuel Andrés Zambrano Uriña no X.
Os equatorianos irão às urnas em 29 de novembro para eleger prefeitos, vereadores, membros de conselhos paroquiais e membros do Conselho de Participação Cidadã e Controle Social (CPCCS).
O processo eleitoral ocorre em meio a questionamentos sobre decisões que afetaram a participação de organizações e candidatos da oposição.
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