Essa é a maior proporção da América Latina, superando inclusive a dos Estados Unidos (34,8%), de acordo com estimativas da World Inequality Database (WID) para 2024.
Tal disparidade coloca o Uruguai à frente de Brasil, Chile, México e Colômbia, os outros países da região que superam a média global de concentração de riqueza.
Outras estimativas apontam números na mesma direção.
Um estudo da central sindical PIT-CNT, baseado em registros tributários, situa a participação do 1% mais rico em torno de 41%.
Por sua vez, o Observatório Fiscal Internacional (International Tax Observatory), em relatório de abril deste ano, estimou esse índice em 37%, contra 14,5% detidos pelos 50% mais pobres da população.
O site Ámbito informa que esse relatório contabilizou três bilionários no Uruguai, com uma fortuna conjunta de 6,48 bilhões de dólares em 2026.
Em 1º de maio de 2025, a PIT-CNT propôs a criação de um imposto de 1% sobre o patrimônio do 1% mais rico.
A iniciativa propõe investir essa receita no financiamento de políticas de combate à pobreza infantil, que no Uruguai atinge uma em cada cinco crianças e adolescentes.
O governo de Yamandú Orsi, no entanto, descartou promover essa mudança tributária.
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