Segundo o relatório legislativo, o presidente comunicou sua decisão em carta enviada à presidente da AN, Shirley Castañedas, na qual afirmou que, embora o projeto de lei buscasse um objetivo social legítimo, algumas de suas disposições violavam a lei e a Constituição.
A iniciativa alteraria a Lei nº 6 de 1987 e previa descontos de 50% de segunda a quinta-feira e de 40% às sextas, sábados e domingos sobre as tarifas regulares e promocionais de hospedagem.
O projeto de lei, aprovado em terceira leitura em 27 de agosto com 47 votos, buscava atualizar os benefícios para idosos em função do aumento do custo de vida.
A proposta gerou divergências entre organizações de aposentados e representantes empresariais, especialmente em relação ao impacto potencial dos novos descontos sobre micro e pequenas empresas.
Em resposta, o presidente Mulino convocou um diálogo com aposentados, líderes empresariais e autoridades governamentais para explorar alternativas ao texto aprovado. O segundo encontro focou em ajustes no regime de benefícios e na possibilidade de priorizar os serviços mais úteis aos idosos.
Entre as opções discutidas estavam descontos em energia elétrica, transporte público, serviços telefônicos, saúde e itens como fraldas geriátricas, cadeiras de rodas e andadores.
Também foi proposta uma revisão dos benefícios relacionados a turismo e hotelaria, visto que alguns desses serviços não chegam diretamente aos aposentados com maiores necessidades.
Além disso, o presidente vetou parcialmente o Projeto de Lei 594, referente ao Regulamento Orgânico do Regime Interno da Assembleia Nacional.
A iniciativa introduziu modificações nas regras que regem o funcionamento do legislativo e foi aprovada após a incorporação de mais de cem propostas durante sua discussão.
As reformas geraram questionamentos de setores da sociedade civil a respeito de disposições relacionadas, entre outras coisas, à presença dos representantes, à gestão de projetos comunitários e à nomeação de membros da família.
A Fundação para o Desenvolvimento da Liberdade Cidadã e da Transparência solicitou ao Poder Executivo o veto ao projeto de lei, argumentando que algumas de suas disposições poderiam distorcer as funções constitucionais dos representantes e incentivar práticas de clientelismo político.
Com os dois vetos, os projetos de lei retornam à Assembleia Legislativa para tramitação.
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