Sexta-feira, Outubro 16, 2026
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Desemprego no Brasil cai para mínima histórica

Brasília, 29 set (Prensa Latina) A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, enquanto o mercado de trabalho atingiu máximas históricas em ocupação, emprego formal e massa salarial, informou hoje uma fonte oficial.

O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa o menor nível para um trimestre encerrado em agosto desde o início da série histórica, em 2012.

Esse índice recuou em relação aos 5,6% registrados no trimestre concluído em maio e igualou o patamar alcançado no mesmo período de 2015.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, o maior número já registrado pelo IBGE,, com um aumento de 0,8% em relação ao trimestre anterior.

Esse crescimento representa a entrada de 774 mil trabalhadores no mercado de trabalho entre junho e agosto; os setores que mais contribuíram para esse desempenho foram a indústria geral e a construção.

A ocupação industrial cresceu 2%, o que equivale a 265 mil pessoas a mais, enquanto a construção registrou avanço de 4,1%, com 306 mil trabalhadores adicionais.

Outro recorde foi registrado no número de empregados do setor privado com carteira assinada, que chegou a 39,5 milhões de pessoas.

Por sua vez, a população desocupada ficou em 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 4,6% (ou 281 mil indivíduos a menos) em comparação com o trimestre encerrado em maio.

A população desalentada, composta por pessoas que deixaram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam uma oportunidade, somou 2,4 milhões de pessoas.

Esse contingente manteve-se estável em relação ao trimestre anterior e caiu 11,9% em um ano. O relatório também apontou um aumento da informalidade, com a taxa passando de 37,3% para 37,5%, o que equivale a 38,8 milhões de trabalhadores.

Essa categoria inclui pessoas sem contrato formal, trabalhadores por conta própria e empregadores sem registro empresarial.

Também houve crescimento na renda, com o rendimento mensal médio atingindo 3.777 reais (726 dólares), frente aos 3.752 reais (721 dólares) do trimestre anterior.

A massa salarial, que engloba a renda de todos os trabalhadores, chegou a 385,6 bilhões de reais (74 bilhões de dólares), o maior patamar da série histórica, registrando aumentos de 1,4% no trimestre e de 4,8% em um ano.

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