O projeto de lei reconhece a documentação oficial do Estado uruguaio que registra o nascimento de Gardel no departamento de Tacuarembó, em 11 de dezembro de 1887.
A iniciativa, que também declara como de interesse cultural as atividades correlatas realizadas em território nacional, será agora analisada pelo Senado, segundo o site Montevideo Portal.
O projeto se baseia, entre outros precedentes, no registro de Gardel no Consulado do Uruguai em Buenos Aires, datado de 8 de outubro de 1920, documento que se encontra no Arquivo Histórico Diplomático do Ministério das Relações Exteriores.
A aprovação do projeto na Câmara dos Deputados gerou reações na Argentina. Walter Santoro, presidente da Fundação Internacional Carlos Gardel, manifestou preocupação com o uso do registro consular como prova definitiva.
“Não é apropriado transformar automaticamente seu conteúdo em uma conclusão histórica definitiva sem estudar as circunstâncias que levaram Gardel, que até então enfrentava uma complexa situação documental, a construir uma nova identidade jurídica dessa maneira”, afirmou.
“Acreditamos que teria sido muito mais enriquecedor declarar essa data como o Dia de Carlos Gardel”, acrescentou.
Ele argumentou que essa abordagem permitiria homenagear a carreira do cantor e seu papel na disseminação global do tango sem encerrar o debate sobre suas origens.
Ele também comparou a iniciativa à comemoração do mesmo dia, 11 de dezembro, na Argentina, instituído como Dia Nacional do Tango em homenagem ao nascimento de Gardel e do músico Julio De Caro.
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