Ações para conter a crise ambiental e uma transição justa para energias renováveis farão parte da agenda de um encontro convocado para ampliar a cooperação entre as principais economias, os países em desenvolvimento e as nações vulneráveis.
Também será celebrado o 40º aniversário da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento, que a briu novos caminhos na luta por maior dignidade humana, liberdade e equidade.
O documento insta a que todos os membros da sociedade tenham a possibilidade de participar plena e livremente das decisões fundamentais e exige igualdade de oportunidades e distribuição equitativa de recursos econômicos. Tal documento serve de marco para impulsionar um desenvolvimento inclusivo, sustentável e participativo em todos os níveis, ao mesmo tempo em que influencia a elaboração de leis e políticas, destacou a ONU em comunicado.
Na véspera, durante a abertura do debate, o secretário-geral da organização, António Guterres, proferiu seu último discurso de alto nível na Assembleia, alertando que as “fraturas do nosso mundo” estão aumentando e as rachaduras se transformando em abismos.
A fala do diplomata português, cujo mandato termina em 1º de janeiro de 2027, concentrou-se nos eixos principais que, em sua visão, devem nortear os esforços internacionais agora e no futuro, em um cenário no qual a ONU, evidentemente, não conseguiu evitar conflitos.
Ele apelou à defesa do multilateralismo, da paz e da segurança, bem como a uma reforma do Conselho de Segurança.
Também abordou a situação devastadora da população palestina em Gaza. “Não podemos permitir que a solução de dois Estados, Israel e Palestina, se desvaneça diante de nossos olhos”, disse ele.
Por sua vez, o presidente da Assembleia, Khalilur Rahman, instou a que se recupere a confiança na ONU e se realizem as mudanças necessárias para enfrentar os desafios atuais.
Nesse sentido, pediu que se garanta uma representação justa no Conselho para regiões como a África, um foco central das operações de manutenção da paz.
Além disso, alertou para o descumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e para a redução do orçamento destinado a eles, enquanto crescem os gastos militares.
Representantes de diversos países alertaram para os riscos da inteligência artificial e pediram a criação de uma instituição que estabeleça normas para o seu controle.
Por sua vez, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou para o retorno de “tentações hegemônicas” sobre sua nação e sobre a América Latina e o Caribe, e defendeu a soberania da região diante de pressões externas.
Também denunciou a imposição, pelos Estados Unidos, de um “castigo coletivo” a 10 milhões de cubanos por meio de um bloqueio econômico e energético.
A delegação da ilha deixou o plenário depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, atacou a maior das Antilhas, classificando-a como “um Estado absolutamente fracassado” — um possível pretexto para uma agressão militar.
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