Brasília, 21 set (Prensa Latina) O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil formalizou hoje a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) por abandono de funções.
A decisão foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União por meio da Portaria de Pessoal nº 135, assinada em 18 de setembro pelo Ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.
Segundo a portaria, o ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro acumulou faltas injustificadas por mais de 30 dias consecutivos.
A Polícia Federal concluiu o processo disciplinar administrativo em julho passado e recomendou sua demissão, procedimento que foi posteriormente encaminhado ao Ministério da Justiça para formalização.
Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, após concurso público, e ocupava o referido cargo.
Durante seu mandato como deputado federal pelo estado de São Paulo, ele foi afastado de suas funções na polícia.
O ex-deputado perdeu seu mandato em dezembro de 2015 devido a repetidas faltas às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados.
Após o término de seu mandato, a Polícia Federal (PF) ordenou sua reintegração, mas ele não retornou ao trabalho, segundo o processo administrativo.
Desde 2015, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e justifica publicamente sua presença como uma medida contra o que considera perseguição política e judicial no Brasil.
As autoridades brasileiras, por sua vez, basearam sua demissão da polícia em suas faltas injustificadas.
A Agência Brasil observou que a resolução do Ministério da Justiça é uma medida administrativa independente de outros processos judiciais envolvendo o ex-deputado.
Em junho passado, a Primeira Câmara do Supremo Tribunal Federal o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação durante o processo.
Há três dias, o mesmo tribunal rejeitou por unanimidade o recurso interposto pela defesa contra essa sentença. Este processo legal está relacionado às ações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e ao seu suposto envolvimento em esforços para pressionar instituições brasileiras.
Essas ações negativas incluem medidas para obter sanções do governo dos EUA contra o Brasil, como tarifas sobre produtos do gigante sul-americano, restrições de vistos e sanções econômicas.
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