Terça-feira, Setembro 29, 2026
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Economia nicaraguense cresce 4,1% no primeiro semestre de 2026

Manágua, 23 de setembro (Prensa Latina) A atividade econômica nicaraguense cresceu 4,1% durante o primeiro semestre de 2026, em linha com as projeções do Banco Central da Nicarágua (BCN) para este ano, segundo informações divulgadas hoje.

Durante uma entrevista no programa *Estudio TN8*, citada pelo boletim *Informe Pastrán*, o presidente do BCN, Ovidio Reyes, divulgou esse resultado e destacou que o país mantém uma trajetória de crescimento sustentado nos últimos cinco anos.

Segundo Reyes, esse desempenho foi alcançado apesar de um cenário internacional adverso, marcado pelo conflito no Irã e pela alta dos preços internacionais do petróleo.

A autoridade apontou que as exportações e a construção civil continuam sendo os principais motores da economia nacional.

As exportações de bens totalizaram 5.132 milhões de dólares entre janeiro e junho, frente a 4.439 milhões no mesmo período de 2025, representando um crescimento interanual de 15,6%.

Embora as exportações das zonas francas tenham recuado 10,1%, os demais produtos registraram um aumento de 32%.

Entre os principais produtos vendidos ao exterior, destacaram-se ouro, café, carne, açúcar e laticínios, bem como as exportações de prata, feijão, amendoim e lagosta.

Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) da Nicarágua cresceu 4,9%, enquanto para este ano a autoridade monetária mantém sua projeção entre 3,5% e 4,5%.

“Estamos nessa direção. Acreditamos que ficaremos dentro da faixa de projeção que estabelecemos para 2026”, afirmou Reyes.

Quanto à inflação, ele indicou que a taxa interanual situa-se atualmente em torno de 4%. O BCN prevê encerrar o ano com uma inflação entre 2,5% e 3,5% e considera alcançável o limite superior dessa faixa.

Alertou que o comportamento dos preços internacionais constitui um dos principais fatores que poderiam influenciar a inflação nacional.

Em particular, explicou que uma alta do petróleo pode gerar pressões sobre os preços internos.

No entanto, destacou que a Nicarágua evitou repassar ao consumidor o aumento mundial dos preços dos combustíveis, ao contrário de numerosos países, incluindo economias industrializadas.

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