Sábado, Outubro 03, 2026
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Forças iemenitas denunciam ataques houthis a acampamentos militares

Sanaa, 6 ago (Prensa Latina) As Forças de Emergência do Iêmen, leais ao governo reconhecido internacionalmente, denunciaram hoje perdas humanas e materiais após ataques atribuídos ao movimento huti contra vários acampamentos e unidades militares.

Em um comunicado, a instituição afirmou que os bombardeios atingiram posições das Forças Armadas, incluindo instalações pertencentes às suas próprias unidades e a outras formações governamentais não identificadas.

A fonte não especificou o número de vítimas nem as localidades afetadas.

Segundo o texto, a ofensiva ocorreu após os avanços militares e de segurança alcançados pelas forças governamentais sob a orientação do ministro da Defesa, Taher al-Aqili.

As operações têm como objetivo garantir a segurança das áreas sob controle do governo, proteger as rodovias internacionais, combater as redes de contrabando e prender pessoas procuradas por assaltos à mão armada, assassinatos e outros crimes ligados ao crime organizado.

As Forças de Emergência condenaram os ataques e afirmaram que estes não impedirão a continuidade de suas missões.

O governo reafirmou, além disso, sua decisão de manter as operações militares e de segurança contra aqueles que ameaçam a população e a estabilidade do país.

A mídia local, incluindo o site independente Yemen Future, informou que dezenas de pessoas morreram e ficaram feridas em ataques com mísseis contra acampamentos do governo nas províncias de Marib e Hadramawt, no centro e no leste do Iêmen.

Até o momento, o movimento huti não se pronunciou sobre as acusações. Desde o início de julho, várias frentes iemenitas registram confrontos intermitentes entre as forças governamentais e os houthis, com dezenas de baixas em ambos os lados.

O Iêmen vem passando por uma relativa diminuição das hostilidades desde abril de 2022, embora persistam confrontos armados no contexto de uma guerra iniciada há quase 12 anos.

As forças governamentais recebem apoio de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, enquanto seus adversários acusam o Irã de apoiar os houthis, que controlam Sanaa e outras cidades desde setembro de 2014.

rc/fm/bm

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