Esta será a segunda vez em menos de um mês que ele se reunirá com Bolsonaro, após o encontro que mantiveram na Quinta de los Olivos no último dia 29 de junho, quando Milei renunciou à sua responsabilidade de participar da Cúpula do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai.
“Acreditamos que seja possível que no Brasil haja uma mudança em direção a posições mais defensoras da liberdade e da propriedade privada, e para nós é um bom sinal que o continente comece a abraçar as ideias da liberdade”, disse o presidente após esse encontro, conforme relata o jornal Página12.
Ao confirmar sua visita não oficial, o líder de extrema direita disse que também visitará o ex-presidente Jair Bolsonaro, detido por liderar uma organização criminosa e tentar um golpe de Estado em seu país.
Ignorando os protocolos devidos aos governos democráticos, Milei estará no Brasil, embora evite se encontrar, como fez na última Cúpula do Mercosul, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em declarações à emissora de rádio Now 97.9, o chefe da Casa Rosada destacou que, no próximo dia 25 de julho, chegará à cidade de São Paulo, onde será formalizada a candidatura presidencial de Flavio Bolsonaro.
A viagem de Milei faz parte de uma cruzada da direita regional que o levará também ao Peru e à Colômbia, onde espera se reunir com Keiko Fujimori e Abelardo de la Espriella e reforçar a aliança com esses líderes recém-eleitos.
Flavio Bolsonaro é o principal candidato da extrema direita brasileira que enfrentará, no próximo dia 4 de outubro, Lula da Silva, que busca a reeleição e com quem Milei não mantém relações cordiais, evitando-o repetidamente, além de ter proferido insultos e ofensas contra ele em várias ocasiões.
De São Paulo — disse ele — fará uma escala em Brasília para visitar Jair Bolsonaro, o líder condenado da direita brasileira que cumpre pena de 27 anos por tentativa de subvertimento violento da ordem democrática, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal do Brasil.
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