Os candidatos têm até 16 de julho para apresentar suas candidaturas e deverão cumprir requisitos rigorosos.
Qualquer pré-candidato precisa do apoio de 20% dos deputados trabalhistas na Câmara dos Comuns (atualmente 81 parlamentares) e de pelo menos três organizações afiliadas ao partido, das quais duas devem ser sindicatos. O futuro líder deve, obrigatoriamente, ser membro do Parlamento.
Até o momento, apenas o ex-prefeito do condado de Grande Manchester, Andy Burnham, eleito deputado em 18 de junho, manifestou seu desejo de participar. Burnham deve confirmar sua intenção por meio de um pedido formal aos órgãos dirigentes do partido.
Analistas políticos britânicos concordam que Burnham parte como favorito indiscutível e que, caso não surjam outros candidatos, será “coroado” sem a necessidade de eleições internas.
Caso nenhum outro deputado trabalhista apresente sua candidatura, Burnham assumirá a liderança do partido em 17 de julho e se tornará primeiro-ministro no dia 20, após a audiência com o rei Carlos III.
A imprensa britânica considera essa sucessão um fato consumado, dado o amplo apoio que ele recebe entre os legisladores.
O atual primeiro-ministro, Keir Starmer, anunciou sua renúncia em 22 de junho, em meio à crise desencadeada após as eleições locais de 7 de maio, nas quais os trabalhistas perderam, pela primeira vez, o controle do Parlamento do País de Gales e viram reduzida sua representação nos conselhos municipais ingleses.
Caso algum outro parlamentar decida desafiar Burnham, será convocada uma votação interna entre 6 e 27 de agosto, com resultados definitivos em 29 de agosto.
mem/ehl/amp/bm





