Lubetkin conversou com a Euronews durante sua visita a Bruxelas e disse que o bloco sul-americano se abrirá a novos horizontes comerciais, mesmo que o Parlamento Europeu não ratifique o tratado Mercosul-UE.
Ele explicou que, com a presidência pro tempore que seu país exerce no bloco sul-americano, o principal objetivo será impulsionar os acordos econômicos firmados pelo bloco.
Caso o acordo com a UE não se concretize, ele afirmou: “Vamos substituí-lo por outros mercados. Não podemos esperar. O que podemos fazer? Ficar sentados esperando? De jeito nenhum. Há países-chave que querem assinar acordos conosco”.
Ele destacou que os países membros do Mercosul ratificaram o acordo em um prazo de dois meses, algo que classificou como inédito, já que os governos do bloco são, entre si, “completamente diferentes”.
Ele antecipou que, nos próximos meses, o bloco buscará concluir acordos com o Canadá, os Emirados Árabes Unidos e a Índia, além de continuar aprofundando seus laços com outros parceiros internacionais.
Lubetkin também se referiu ao vínculo do Uruguai com a China e descartou que o fortalecimento dessa relação implique um afastamento dos Estados Unidos ou da União Europeia.
“A China é nosso principal parceiro comercial há 14 anos”, destacou, embora tenha precisado que, quando se trata de investimentos, a Europa ocupa um lugar central e que os Estados Unidos são um parceiro fundamental na área de serviços.
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