Quinta-feira, Julho 16, 2026
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França Insubmissa ataca a ultradireitista Le Pen

Paris, 8 jul (Prensa Latina) A líder condenada da Aliança Nacional (RN), de extrema direita, Marine Le Pen, volta a desempenhar seu papel mais sinistro ao entrar na campanha eleitoral, declarou hoje o líder da França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon.

“Le Pen volta a desempenhar seu papel mais sinistro, baseado na violência, nas mentiras e nas acusações em todas as direções para alimentar o ódio e os conflitos”, destacou Mélenchon em sua conta na rede social X, citado pelo canal France 24.

Ocorreu “o fim do episódio do RN glamoroso de (Jordan) Bardella” e o “retorno do RN das agressões”, comentou Mélenchon, em referência à decisão da líder de extrema direita de dar início hoje à sua campanha eleitoral.

Bardella, presidente oficial do RN, era considerado até ontem o candidato em ascensão da extrema direita para as eleições de 2027.

Le Pen compareceu no departamento de Sarthe, no noroeste, onde proclamou sua “inocência”, em meio a críticas crescentes de seus adversários sobre sua decisão de concorrer às eleições presidenciais apesar de ter sido condenada, embora sem inelegibilidade política.

Além disso, a líder de extrema direita confirmou que seus advogados entraram com um recurso no Tribunal de Cassação de Paris contra a decisão de submetê-la a vigilância por meio de tornozeleira eletrônica durante um ano.

O jornal Le Figaro afirma que uma decisão do referido tribunal a esse respeito só poderá ser conhecida em abril de 2027. O primeiro turno das eleições presidenciais está previsto para 18 de abril e, se necessário, o segundo turno ocorrerá em 2 de maio.

Questões éticas e práticas estiveram ontem no centro de uma reunião da RN, que finalmente decidiu apostar em uma candidata condenada em primeira instância a quatro anos de inelegibilidade política, sem aplicação imediata, e a três anos de prisão.

No entanto, o referido tribunal, contrariando o pedido do Ministério Público, reduziu a pena de inelegibilidade política para um ano ou menos, a fim de “dar ao eleitorado a possibilidade de decidir” se vale a pena eleger uma pessoa que usa tornozeleira eletrônica e tem uma condenação comprovada.

Le Pen é acusada de estar no centro de um desvio de fundos na casa dos milhões entre 2004 e 2016, ao utilizar verbas destinadas aos salários de supostos assessores de eurodeputados com o objetivo de financiar a campanha da então Frente Nacional, hoje renomeada como RN.

rc/to/bm

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