Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Comunidade de cubanos em Angola apoia denúncia na ONU contra bloqueio

Luanda, 8 jul (Prensa Latina) A Associação da Comunidade de Cubanos Residentes em Angola (Accra) manifestou hoje seu apoio à denúncia apresentada na Organização das Nações Unidas pelo ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, sobre o recrudescimento do bloqueio econômico dos Estados Unidos.

Por meio de uma declaração à qual a Prensa Latina teve acesso, a organização, que representa uma parte significativa da comunidade do país caribenho estabelecida nesta nação africana, manifestou especial preocupação com o aumento das medidas destinadas a limitar o fornecimento de energia ao arquipélago.

Mencionou as restrições à aquisição de combustíveis, equipamentos, peças de reposição, tecnologias para geração de energia elétrica e financiamento internacional, o que repercute diretamente na qualidade de vida de milhões de cidadãos.

“Essas medidas não constituem meras decisões econômicas; representam mecanismos de pressão política cujos principais afetados são as famílias, os trabalhadores, os estudantes, os doentes e os setores mais vulneráveis da sociedade”, afirmou a Accra.

Acrescentou que os cubanos residentes em Angola conhecem em primeira mão o impacto humano dessas políticas, por meio de familiares e amigos em Cuba, e reiterou que as medidas coercitivas unilaterais contrariam os princípios da Carta das Nações Unidas e violam o direito internacional.

Tais ações, acrescentaram, “limitam o direito soberano dos povos de decidir livremente seu modelo político, econômico e social, sem ingerências externas nem pressões de caráter econômico”.

Em outro momento, ele mencionou a firme rejeição da comunidade internacional a essa política dos Estados Unidos em relação a Cuba, como se demonstra ano após ano com a resolução que exige o fim do bloqueio.

“A Accra reafirma seu compromisso com a defesa da soberania, da independência e da dignidade do povo cubano. Continuaremos promovendo iniciativas de solidariedade, fortalecendo os laços entre os cubanos residentes em Angola e contribuindo, na medida de nossas possibilidades, para apoiar nosso país diante das adversidades decorrentes do bloqueio”, ressaltou.

A organização fez um apelo às organizações da sociedade civil, às associações de cubanos residentes no exterior, às instituições acadêmicas e aos movimentos de solidariedade, entre outros, para que continuem denunciando os efeitos humanitários dessas medidas e apoiem os esforços voltados para sua eliminação definitiva.

“A história demonstrou que nenhuma política de coerção econômica conseguiu quebrar a vontade de um povo decidido a defender sua independência. Cuba continuará avançando com a força de seu povo, com a solidariedade internacional e com a convicção de que o respeito mútuo, o diálogo e a cooperação constituem os únicos caminhos legítimos”, ressaltou.

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