Ao intervir no debate da Assembleia Geral sobre a necessidade de pôr fim a essa política, o diplomata reafirmou o apoio de seu país à exigência pela eliminação das medidas unilaterais que afetam o povo cubano e também outras nações.
Da Cruz destacou que Angola reitera sua preocupação com o bloqueio que, há mais de seis décadas, tem sido um obstáculo ao desenvolvimento econômico e social de Cuba, ao limitar seu acesso ao comércio, ao investimento, às finanças, à tecnologia e aos serviços essenciais.
“Suas consequências continuam sendo sofridas de forma mais aguda pelo povo cubano, com implicações para o desenvolvimento sustentável e a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou.
Ele reafirmou o compromisso inabalável de seu país com os princípios da Carta das Nações Unidas, em particular com a igualdade soberana, a não ingerência nos assuntos internos dos Estados, o respeito ao direito internacional e a resolução pacífica de diferendos.
“Continuamos convencidos de que as divergências entre os Estados só podem ser resolvidas por meio do diálogo, do respeito mútuo e de uma participação construtiva, e não por meio de medidas unilaterais prolongadas que geram consequências para o desenvolvimento e a situação humanitária”, enfatizou.
O diplomata angolano expressou preocupação com os efeitos extraterritoriais de algumas medidas restritivas implementadas, especialmente nos setores financeiro e bancário, o que pode afetar países terceiros, entidades privadas e transações comerciais legítimas.
“Essas medidas vão contra a cooperação econômica internacional, geram incerteza para os parceiros internacionais e representam um fardo adicional para as perspectivas de desenvolvimento de muitos países em desenvolvimento”, destacou.
Ele lembrou as contribuições notáveis de Cuba para a saúde, a educação, a assistência técnica e o fortalecimento de capacidades em muitos países do Sul Global, entre eles Angola.
“Essa cooperação de longa data se destaca como um exemplo tangível do valor da solidariedade internacional e da cooperação Sul-Sul para impulsionar o desenvolvimento sustentável e melhorar o bem-estar de nossos povos”, avaliou.
Ele considerou que o alívio progressivo e a eventual retirada do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba contribuiriam para um ambiente mais propício ao diálogo, à construção de confiança e à cooperação mutuamente benéfica.
Isso também facilitaria a plena participação da nação caribenha na economia internacional, o que beneficiaria a estabilidade regional, o desenvolvimento sustentável e a cooperação internacional.
Angola reafirmou o papel central da Assembleia Geral da ONU na defesa do direito internacional, na promoção do diálogo e no combate às medidas que impedem o desenvolvimento sustentável e o bem-estar humano.
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