Entre as mensagens que ele divulgou em sua plataforma, Truth Social, estava uma do presidente francês, Emmanuel Macron, que — como mostra uma captura de tela — escreveu: “Meu amigo, estamos totalmente de acordo sobre a Síria. Podemos alcançar grandes coisas no Irã. Não entendo o que você está fazendo em relação à Groenlândia.”
Trump insiste que a ilha ártica, um território autônomo da Dinamarca, será adquirida pelos Estados Unidos de uma forma ou de outra, em nome da segurança nacional.
No entanto, essa posição do republicano é contestada pela Europa, que vê ameaças à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na potencial intenção de Trump de atacar um de seus membros (a Dinamarca).
Segundo relatos da imprensa, Macron ofereceu-se para organizar uma reunião com os líderes do G7 após Davos e convidou Trump para jantar em Paris, mas um funcionário da Casa Branca já declarou que o ocupante do Salão Oval não tem intenção de ir à capital francesa.
Trump também publicou separadamente uma captura de tela de uma mensagem do Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, que elogiou efusivamente o presidente e declarou seu compromisso em encontrar uma solução para a Groenlândia.
A mensagem de Rutte dizia: “Sr. Presidente, caro Donald, o que o senhor conquistou hoje na Síria é incrível”, e continuava: “Usarei minhas aparições na mídia em Davos para destacar seu trabalho lá, em Gaza e na Ucrânia. Estou comprometido em encontrar uma solução para a Groenlândia. Aguardo ansiosamente o nosso encontro. Atenciosamente, Mark.”
De acordo com relatos, após a divulgação das mensagens, Macron usou seu discurso em Davos para emitir um forte alerta contra políticas autoritárias e criticou a política externa do presidente americano.
“O conflito se normalizou”, enfatizou, alertando para uma “mudança rumo a um mundo sem regras, onde o direito internacional é desrespeitado e a única regra que parece importar é a lei do mais forte”.
Macron ressaltou que “sem governança coletiva, a cooperação dá lugar à competição implacável” e, nesse sentido, criticou as exigências comerciais dos Estados Unidos, que, segundo ele, servem apenas para “enfraquecer e subordinar a Europa”.
Ele também se referiu ao “acúmulo interminável de novas tarifas que são fundamentalmente inaceitáveis, especialmente quando usadas como instrumento de pressão contra a soberania territorial”.
Trump ameaçou impor tarifas adicionais a oito países europeus por se oporem ao plano da Groenlândia: Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia serão afetados.
ro/dfm/bj





