O presidente, que estava de férias desde 1º jan e retornou dois dias antes do previsto, assinou um decreto executivo designando a delegação que o acompanhará nesta viagem ao exterior.
A delegação será composta pela Ministra das Relações Exteriores, Gabriela Sommerfeld; pelas Ministras da Economia e Finanças, Sariha Moya, e do Meio Ambiente e Energia, Inés Manzano; por Luis Alberto Jaramillo, Ministro da Produção, Comércio Exterior e Investimento; pela Secretária-Geral de Comunicação, Irene Vélez; e por José Julio Neira, Secretário-Geral de Integridade Pública.
Segundo informações oficiais divulgadas, o presidente participará do Fórum de Davos como palestrante e apresentará a política de segurança do Equador. A apresentação de Noboa ocorrerá em um momento em que o país sul-americano enfrenta uma crise de segurança sem precedentes, apesar das medidas adotadas por seu governo contra o crime organizado, como a declaração de conflito armado interno, a militarização e sucessivos decretos de estado de emergência.
Mesmo assim, 2025 terminou com mais de nove mil homicídios dolosos, o maior número da história recente, equivalente a uma taxa de 51 assassinatos por 100 mil habitantes e uma média de 25 mortes violentas por dia.
Em seu decreto, Noboa considera a participação em fóruns “estratégica para posicionar o país na agenda econômica e geopolítica internacional” e acredita que este encontro ajudará o Equador a “promover investimentos, comércio, cooperação e fortalecer a confiança dos atores financeiros globais”.
Em relação à segurança, antes da viagem, o presidente presidiu uma reunião com o Bloco de Segurança, composto pela Polícia e pelas Forças Armadas, e pelos ministros competentes.
Lá, discutiram questões relacionadas à operação denominada Ofensiva Total, que inclui o destacamento de 10.000 militares uniformizados nas províncias de Guayas, Los Ríos e Manabí.
Sobre a visita de Noboa à Bélgica, o Ministério das Relações Exteriores informou que o objetivo será “aprofundar o diálogo político, a cooperação e as relações bilaterais, bem como as relações com as instituições da União Europeia”.
O Ministério acrescentou que, entre os temas a serem discutidos, estarão a cooperação em segurança e justiça para combater o crime organizado transnacional, bem como a competitividade do Equador em áreas como pesca, aquicultura e agronegócio, entre outras propostas de investimento.
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